Arábia Saudita quer levar Irã à ONU por suposta conspiração

A Arábia Saudita tomou o primeiro passo para denunciar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU, medida que poderá levar a novas sanções, enquanto Teerã rejeitou as alegações de que teria planejado o assassinato de um embaixador saudita.

REUTERS

16 de outubro de 2011 | 11h05

"A missão permanente da Arábia Saudita à Organização das Nações Unidas... pediu formalmente ao secretário-geral da ONU para que informe o Conselho de Segurança de sua conspiração hedionda", disse o jornal Asharq al-Awsat, citando um comunicado da missão do reino saudita na ONU.

Os Estados Unidos disseram na terça-feira que interceptaram um plano de dois homens ligados às forças de segurança do Irã para assassinar o embaixador saudita aos Estados Unidos, disse Adel al-Jubeir. Os suspeitos teriam instalado uma bomba em um restaurante de Washington.

Um dos acusados, que supostamente pagou um agente secreto dos Estados Unidos disfarçado de atirador de um cartel de drogas mexicano para realizar o assassinato, foi detido, enquanto o outro acusado estaria no Irã, segundo os Estados Unidos.

A liderança do Irã afirma que as alegações foram cinicamente elaboradas para isolar ainda mais Teerã -- cujo polêmico programa nuclear tem conduzido a diversas rodadas de sanções internacionais contra o país.

"Todas as pressões têm como objetivo impedir o nosso avanço", afirmou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, segundo a agência oficial de notícias IRNA no domingo.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse no sábado que o suposto plano de assassinato era "uma acusação insignificante e sem sentido."

(Reportagem de Angus McDowall)

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