Arcebispo é convocado para mediar negociações na BA

Depois de participar das negociações entre governo da Bahia e policiais militares grevistas, em fevereiro, o arcebispo de Salvador, d. Murilo Krieger, começou nesta quinta-feira a tentar por fim ao impasse entre a administração estadual e os professores da rede pública baiana, em greve há 30 dias.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

10 Maio 2012 | 18h15

Segundo a Arquidiocese de Salvador, Krieger foi convocado pelas duas partes para tentar intermediar um acordo. No começo da tarde, o arcebispo se reuniu com o secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto. No fim da tarde, foi a vez de diretores do sindicato dos professores serem recebidos pelo religioso. Os dois encontros foram feitos reservadamente.

Os professores reivindicam aumento linear de 22,22% nos salários e afirmam que o governo havia concordado, no ano passado, em conceder o reajuste. A administração estadual, porém, elevou os salários da maior parte da categoria em 6,5%, mesmo índice oferecido a todo o funcionalismo público do Estado este ano. Apenas os cerca de 15% dos professores da rede que não têm nível superior - e que ganhavam menos que o piso nacional da categoria (R$ 1.451) - conquistaram o reajuste pleiteado pelos docentes.

A Justiça da Bahia declarou a paralisação ilegal, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para a categoria. Além disso, o governo determinou o corte de ponto dos grevistas. Os professores, porém, mantêm a paralisação e ocupam, desde o dia 19, o saguão da Assembleia Legislativa. Uma nova reunião dos docentes deve ocorrer sábado. Cerca de 1,1 milhão de estudantes são afetados pela paralisação.

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