Balanço parcial aponta imunização de 655 mil no País

O Ministério da Saúde já registrou a aplicação de 655 mil doses da vacina contra o vírus H1N1 em profissionais da saúde e indígenas em todo o País. O número é parcial porque, segundo o ministério, muitas secretarias de saúde só deverão atualizar o sistema ao fim de cada etapa. Por isso, estima-se um grande crescimento após sexta-feira.

KARINA TOLEDO, O Estadao de S.Paulo

16 de março de 2010 | 00h00

Em São Paulo, segundo dados parciais da Secretaria de Estado da Saúde, pelo menos 200 mil pessoas se vacinaram nos três primeiros dias da campanha.

Segundo o relatório, os profissionais de saúde tiveram boa adesão à campanha: até agora, 28,3% dos trabalhadores receberam a imunização.

Em entrevista ao apresentador da Rede Globo Jô Soares, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, desmentiu ontem os boatos que circulam na internet sobre a segurança da vacina. Temporão garantiu que o imunizante não contém mercúrio e que não há acordo entre o ministério e os laboratórios farmacêuticos para evitar que pessoas supostamente prejudicadas pela vacinação processem as fabricantes.

"Mais de 300 milhões de pessoas no mundo já foram vacinadas e nenhum caso de reação grave foi registrado", disse. "É muito comum a disseminação das mais variadas teses pela internet. Na campanha de imunização contra a rubéola, em 2008, diziam que o objetivo do Ministério da Saúde era esterilizar todas as mulheres", relembrou.

Ao ser questionado sobre a eficácia da vacina contra gripe pelo apresentador - que contou ter ficado gripado em três anos nos quais havia sido imunizado - Temporão afirmou que ela funciona em 95% dos casos. "O que acontece muitas vezes é que a pessoa toma a vacina quando já estava com o vírus encubado. Aí fica doente e pensa que foi a vacina", disse.

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