Bispo que negou Holocausto é vetado em seminário na Argentina

Um bispo católico ultranacionalista, que atraiu críticas do Vaticano e de grupos judeus por negar a extensão do Holocausto, foi retirado da chefia de um seminário na Argentina, disse uma autoridade da Igreja Católica no domingo. O papa Bento 16 enfureceu líderes judeus e católicos progressistas no mês passado quando retirou a excomunhão do bispo Richard Williamson e de três outros tradicionalistas para tentar cicatrizar um cisma de 20 anos na Igreja. O Vaticano desde então ordenou que o bispo se retratasse publicamente, mas Williamson disse recentemente à mídia alemã que ele deveria rever evidências históricas antes de considerar um pedido de desculpas. Em um comunicado, o padre Christian Bouchacourt, líder da seção latino-americana da Sociedade Católica São Pio 10, disse que Williamson havia sido substituído como líder do seminário La Reja, nos arredores de Buenos Aires. "Os pronunciamentos do monsenhor Williamson não refletem de nenhuma maneira a posição de nossa congregação", disse o comunicado. O Vaticano tem tido problemas para conter os danos provocados pelos comentários de Williamson desde que a excomunhão dos quatro bispos foi cancelada em 24 de janeiro. Ele fez seus comentários durante uma entrevista à TV sueca no mês passado. O Vaticano disse que o papa Bento 16, que expressou solidariedade aos judeus, não estava ciente das declarações de Williamson negando o Holocausto quando reabilitou os bispos.

REUTERS

09 de fevereiro de 2009 | 08h14

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