Bope reforça efetivo no Morro da Coroa, no Rio

Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) reforçaram o efetivo da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro da Coroa, no Catumbi, na zona norte do Rio, depois que pela primeira um policial foi gravemente ferido em confronto com traficantes em uma favela pacificada, na noite de sexta-feira.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

26 Junho 2011 | 18h09

Além da perna direita amputada, o soldado Alexsander de Oliveira sofreu fraturas expostas no pé e no braço esquerdo ao ser atingido pela explosão de uma granada. Ele permanece internado no Hospital Central da PM. Dois outros policiais também ficaram feridos pelo explosivo e um deles foi submetido na manhã de ontem a uma cirurgia para a retirada de estilhaços do pescoço. Acusado de participar do confronto, um adolescente de 17 anos foi apreendido ontem em hospital onde deu entrada baleado.

O porta-voz da Polícia Militar, coronel Ibis Pereira, afirmou que não há qualquer relação entre o confronto e as ameaças de ataques dos traficantes do Comando Vermelho, que fizeram a PM entrar em estado de atenção na sexta-feira. Eles ameaçaram atacar policiais militares e civis em represália pela morte de oito comparsas pelo Bope no Morro do Engenho (zona norte). "Não há qualquer relação. A ameaça era para ter se concretizado na madrugada de sábado e o ocorrido no Morro da Coroa foi à noite. Foi algo isolado e não houve a conotação de um ataque contra a UPP", afirmou o coronel.

De acordo com a PM, os três policiais foram averiguar uma denúncia sobre a presença de suspeitos nas proximidades do Túnel Santa Bárbara, que fica embaixo do Morro da Coroa e liga a zona norte à zona sul da cidade. Quando avistaram os PMS, dois homens e um adolescente se refugiaram dentro de uma casa em um beco.

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