Brahimi diz que não há avanço substancial em negociações sobre Síria

O mediador internacional Lakhdar Brahimi disse nesta quarta-feira que não espera que seja alcançado nada substancial na primeira rodada de negociações sobre a Síria, que termina na sexta-feira, mas tem expectativa de uma segunda rodada mais produtiva, uma semana depois.

Reuters

29 de janeiro de 2014 | 17h15

Ele manifestou esperança de que Rússia e Estados Unidos exerçam uma influência maior sobre os dois lados para resolver lacunas "muito grandes", acrescentando que a Organização das Nações Unidas e o governo da Síria ainda estavam negociando uma permissão para que a ajuda humanitária tenha acesso à parte rebelde da cidade de Homs.

"Para ser franco, eu não espero que vamos conseguir alguma coisa substancial. Estou muito feliz que ainda estamos conversando, mas o gelo está quebrando lentamente, mas está quebrando", disse Brahimi em entrevista coletiva após reunião do governo e da oposição para negociações preliminares sobre um órgão de governo transitório proposto em um acordo de 2012.

O governo e a oposição disseram que concordaram em usar o "comunicado de Genebra", documento aprovado por potências mundiais que define as etapas necessárias para acabar com o conflito, mas não havia um acordo sobre como as negociações deveriam ocorrer.

"Nós concordamos que Genebra 1 é a base das negociações", disse o porta-voz da oposição, Louay al-Safi, a jornalistas.

A delegação do governo sírio, que já havia apresentado o seu próprio documento para nortear as negociações, disse que usaria o comunicado de Genebra com reservas. A TV estatal síria disse que o governo queria discutir o texto de Genebra "parágrafo por parágrafo".

A Síria vive uma guerra civil há quase três anos que já matou mais de 100 mil pessoas e forçou milhões a fugir do país.

(Reportagem de Stephanie Nebehay e Khaled Yacoub Oweis)

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