Brasil pretende doar US$ 10 milhões para reconstrução de Gaza

Lula pede aprovação de quantia com urgência ao Congresso; países destinam US$ 4,5 bilhões em ajuda à região

Reuters

02 de março de 2009 | 17h06

O Brasil decidiu doar 10 milhões de dólares para ajudar na reconstrução da Faixa de Gaza, atingida por uma ofensiva israelense de três semanas, informou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante discurso em conferência no Egito nesta segunda-feira, 2. Amorim disse, segundo nota do ministério, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Congresso que autorize essa doação com urgência. Na conferência em Sharm el-Sheikh, doadores internacionais e diversos países prometeram um total de US$ 4,48 bilhões em ajuda para a economia palestina.   Veja também: EUA doam US$ 900 mi aos palestinos e excluem Hamas Israel planeja duplicar número de colonos na Cisjordânia Em seu discurso, o chanceler brasileiro afirmou que a conferência é uma demonstração de solidariedade ao povo palestino e deveria renovar uma resolução para estabelecer um "Estado palestino viável". Devem ser imediatamente interrompidos os graves obstáculos à solução da coexistência dos dois Estados, de que são exemplos a expansão dos assentamentos por Israel e o frequente uso da força", disse Amorim, de acordo com transcrição do discurso divulgada no site do Ministério das Relações Exteriores. O ministro brasileiro pediu que o governo de Israel se empenhe "inteiramente no processo de paz", e destacou a importância da persuasão da comunidade internacional como ingrediente essencial para se chegar à paz.   Somente os EUA prometeram US$ 900 milhões para a reconstrução Gaza, enquanto os países do Golfo Árabe anunciaram US$ 1,6 bilhão em auxílio. Outros países que integram a lista de doadores são: Japão (com US$ 200 milhões), Itália (com US$ 100 milhões), Turquia (com US$ 50 milhões) e Líbano (com US$ 1 milhão).A ofensiva militar de 22 dias em Gaza matou 1.300 palestinos e 13 israelenses. O conflito começou no final do ano passado e destinava-se, segundo Israel, a conter foguetes lançados da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islâmico Hamas.  

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