Cartas

Cana picada atrai abelhas no cocho

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2009 | 03h43

Damos cana picada no cocho para as vacas, mas uma grande quantidade de abelhas atrapalha a alimentação dos animais. Há alguma forma de manter as abelhas afastadas

do cocho?

Eduardo João Sandri

sandriltda@uol.com.br

O apicultor Gérson Bonella, da Casa do Apicultor de Campinas (SP), diz que afugentar as abelhas nessas condições é difícil, uma vez que não existe método natural eficiente para espantá-las e não é recomendável usar produtos químicos - repelentes, por exemplo -, por causa do risco para as vacas. Uma dica é alimentar os animais com a cana-de-açúcar picada em horários alternativos. "O fim de tarde é um horário em que as abelhas costumam sair menos das colmeias", aconselha. Como as abelhas já sabem onde há alimento disponível, o leitor também pode suspender a cana picada na alimentação por alguns dias. "As abelhas voltam ao cocho, não encontram alimento e buscam novas fontes de alimento", explica. Outra sugestão é fornecer cana picada na quantidade exata, para evitar sobra. "As vacas comem antes de as abelhas aparecerem." Alimentando os animais mais vezes ao dia, misturando menos cana no cocho, também ajuda a reduzir a quantidade de resíduos e bagaço. "A ideia é diminuir o tempo de exposição da cana para as abelhas." Casa do Apicultor, tel. (0--19) 3234-0884.

Besouros atacam palmeiras carnaúbas

Tenho um pedaço de terra na região de Itapecerica da Serra (SP) e gostaria de saber como combater uma praga que está atacando as palmeiras tipo carnaúba. As palmeiras estão furadas e soltando uma resina de cor âmbar.

Eliana Aparecida R. Noguera

São Paulo (SP)

Para saber especificamente a praga que está atacando as carnaúbas (Copernicia prunifera), é necessário ter mais informações sobre os sintomas, afirma o engenheiro agrônomo Ronan Pereira Machado, do Viveiro Trees, em Amparo (SP). "Mas, de maneira geral, muitas espécies de besouro são consideradas brocas em palmeiras e causam sérios danos às plantas atacadas", diz Machado. Além disso, acrescenta o agrônomo, essas espécies de besouros servem de porta de entrada para fitopatógenos, consomem os tecidos vegetais, provocam perda da seiva pela tentativa na cicatrização dos danos - é o que o leitor chama de resina de cor âmbar - e provocam a morte da planta. "A pulverização de inseticidas não é indicada, porque, provavelmente, as larvas estão protegidas em galerias. Uma opção mais eficiente é usar inseticidas sistêmicos", diz Machado. A compra de produtos químicos deve ser feita mediante um receituário agronômico e o manuseio e a aplicação do produto orientadas por um agrônomo. O agrônomo põe-se à disposição do leitor para esclarecer outras dúvidas. Mais informações pelo e-mail viveirotrees@uol.com.br.

Alho é considerado alimento funcional

Gostaria de saber qual benefício o alho traz para a saúde. Como alho diariamente, cru, frito, cozido e assado, de qualquer jeito.

Marcos Lúcio de Carvalho

Itapecerica da Serra (SP)

Segundo a professora Jocelem Salgado, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq/USP, o alho é usado para combater doenças há milhares de anos. Em tempos mais recentes, o químico francês Louis Pasteur demonstrou suas propriedades antissépticas, informação usada nas duas Guerras Mundiais, pelos exércitos inglês, alemão e russo. Hoje, médicos naturalistas e adeptos da cura pelas ervas o receitam para prevenir resfriados, gripes e doenças infecciosas, diz Jocelem, autora do livro Guia dos funcionais (Ediouro). Segundo ela, os cientistas começaram a estudar o alho mais intensamente nos últimos anos, com foco em seu efeito na redução do colesterol e pressão arterial. "Pesquisas indicam que a enzima alicina, formada quando o alho é esmagado, é a responsável por tal feito." A alicina é responsável pelo odor característico do alho e, ao se decompor, forma compostos sulfurados e alguns desses compostos têm sido investigados por sua atividade anticancerígena. Outros benefícios incluem prevenção de câncer e ação anti-hipertensiva e anticolesterol. Os componentes do alho também têm mostrado capacidade de inibir tumores. Informações, www.jocelemsalgado.com.br.

Cooperativa dá assistência técnica

Gostaria que me indicassem profissional para diagnosticar um ataque de cupim ou larva em uma paineira de grande porte (10 metros de altura, com um tronco subdividido em outros quatro grandes caules). Os caules estão podres e com furos, lembrando ataque de brocas. O terreno onde se situa a paineira está infestado por cupins. Acredito que seja necessária a visita de algum técnico para indicar o tratamento. Gostaria de receber o contato de um profissional que eu pudesse ligar, marcar e pagar pela consulta e eventual tratamento sugerido. O local fica em São Paulo (SP), na região de Santo Amaro.

Dimitrius Nassyrios

tucano.starpoint@uol.com.br

Uma opção para esse tipo de prestação de serviços na capital é a Cooperativa de Trabalho dos Engenheiros Agrônomos e demais Profissionais de Ciências Agrárias (Coota), que dá assistência técnica principalmente para pequenos e médios produtores rurais. Fundada em 2003, a cooperativa é ligada à Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp) e congrega, entre 150 cooperados, engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas e técnicos agrícolas. A diretoria da cooperativa indica para o leitor o agrônomo associado Vladimir Aparecido de Andrade, que pode vistoriar a planta e fornecer um diagnóstico. O contato do agrônomo é (0--11) 3751-3928. Coota, www.coota.com.br; tel. (0--11) 3259-7548.

Gabiroba e araçá são comestíveis

Gostaria de obter mais informações referentes às frutas gabiroba e araçá.

Giorgia Ana Cocco Parisse

giorgia_ana@yahoo.com.br

As duas espécies pertencem à família Myrtaceae, que compreende cerca de 100 gêneros e 3.500 espécies de árvores e arbustos. A gabiroba (Campomanesia eugenioides), informa o livro Mirtáceas com frutos comestíveis do Estado de São Paulo: conhecendo algumas plantas (Parte 2), da Série Produtor Rural, da Esalq/USP, ocorre em regiões serranas, de Minas até Santa Catarina. Atinge de 4 a 7 metros de altura e tem copa densa e baixa. Os frutos, comestíveis e com polpa suculenta, são apreciados em sucos, sorvetes, geleias e compotas. A gabirobeira floresce em outubro/novembro; os frutos amadurecem em dezembro/janeiro. Já o araçá-azedo (Psidium rufum) ocorre na Bahia, Rio, Minas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Chega a 4 a 5 metros de altura e tem com copa densa. O fruto, uma baga de coloração arroxeada, tem polpa carnosa e, apesar de ter efeito laxativo, é comestível. Floresce em agosto/setembro e os frutos amadurecem em maio/junho. A publicação pode ser adquirida por meio do site www.esalq.usp.br/biblioteca.

CORREÇÃO

As duas espécies pertencem à família Myrtaceae, que compreende cerca de 100 gêneros e 3.500 espécies de árvores e arbustos. A gabiroba (Campomanesia eugenioides), informa o livro Mirtáceas com frutos comestíveis do Estado de São Paulo: conhecendo algumas plantas (Parte 2), da Série Produtor Rural, da Esalq/USP, ocorre em regiões serranas, de Minas até Santa Catarina. Atinge de 4 a 7 metros de altura e tem copa densa e baixa. Os frutos, comestíveis e com polpa suculenta, são apreciados em sucos, sorvetes, geleias e compotas. A gabirobeira floresce em outubro/novembro; os frutos amadurecem em dezembro/janeiro. Já o araçá-azedo (Psidium rufum) ocorre na Bahia, Rio, Minas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Chega a 4 a 5 metros de altura e tem com copa densa. O fruto, uma baga de coloração arroxeada, tem polpa carnosa e, apesar de ter efeito laxativo, é comestível. Floresce em agosto/setembro e os frutos amadurecem em maio/junho. A publicação pode ser adquirida por meio do site www.esalq.usp.br/biblioteca.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.