Casa volta atrás e proíbe assessores em Estados

A Mesa Diretora do Senado recuou ontem da permissão para que líderes partidários e integrantes da própria Mesa pudessem ter três funcionários "extras" em suas bases eleitorais. A decisão havia sido tomada no mês passado. "Nós revogamos aquela questão dos cargos nos gabinetes para os integrantes da Mesa e para os líderes já que não houve consenso entre eles", disse o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI).

Leandro Colon, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2009 | 00h00

A autorização se referia ao deslocamento de dois assessores técnicos e de um secretário parlamentar, com salários de R$ 9,9 mil e R$ 7,6 mil, respectivamente. Na prática, os 23 favorecidos pela Mesa Diretora - 12 líderes e 11 integrantes da Mesa, entre titulares e suplentes - poderiam contar, nas campanhas para as eleições do ano que vem, com mais 69 auxiliares pagos com dinheiro público. O Senado tem hoje mais de 10 mil servidores: 3.516 terceirizados, 3.800 comissionados e 3.400 são efetivos.

REFORMA

A execução da reforma administrativa proposta pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi adiada pelo Senado em pelo menos mais um mês. Segundo o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), os senadores terão 15 dias para examinar o projeto. Encerrado o prazo, o conselho de administração do Senado terá mais dez dias para analisar as propostas antes de o texto ir a plenário. O projeto protege servidores comissionados, a maioria empregada por indicação política.

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