Chávez ignora pedido e faz campanha para mulher de Kirchner

Durante visita à Argentina, venezuelano fez campanha para Cristina Kirchner.

Marcia Carmo, BBC

07 de agosto de 2007 | 19h58

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ignorou as recomendações que recebeu das autoridades argentinas e defendeu a candidatura da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner em diferentes ocasiões durante sua viagem à Argentina."Até as pedras da Argentina e da Venezuela dizem que Cristina será a próxima presidente da Argentina", disse Chávez."Presidenta", repetiu cada vez que a viu, diante dos microfones, quando ainda faltam mais de dois meses para o pleito marcado para 28 de outubro.Chávez reiterou ainda que a direita até poderia acusá-lo de se meter na campanha eleitoral argentina, mas, destacou, que ele tem certeza da continuidade do modelo atual no país - atualmente liderado pelo presidente Nestor Kirchner.Hugo Chávez passou menos de 24 horas na Argentina. Ao desembarcar na base militar, segunda-feira, ele agradeceu a "coragem" e a "dignidade" da senadora que, na sua opinião, o defendeu em diferentes encontros internacionais.Mais tarde, numa cerimônia oficial na Casa Rosada (sede da Presidência argentina), ele fez o casal Kirchner rir quando voltou a dizer que Cristina será a próxima presidente do País.Horas antes de sua chegada à Buenos Aires, os principais jornais argentinos informaram que Kirchner e outras autoridades de seu governo tinham pedido que ele fosse discreto para não atrapalhar a campanha da primeira-dama.Por isso, ele não realizou comícios, como fez em março passado, por exemplo.Nesta terça-feira, antes de embarcar para Montevidéu, no Uruguai, ele manteve seu estilo, reafirmando que Cristina, como presidente, contará sempre com a ajuda venezuelana.Na Argentina, Chávez assinou a compra de US$ 500 milhões de bônus argentinos e ainda acordos na área energética.Ele voltou a criticar os Estados Unidos em diferentes situações, durante sua passagem pela capital argentina. Disse que o país "mete a mão" na América do Sul e o acusou de "drácula".Pouco depois, o presidente Kirchner e a presidenciável viajaram à província de Tucuman. No palanque, Kirchner disse: "Espero que Cristina me traga aqui como ''primeiro-cavalheiro''".BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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