Chinaglia admite criar CPI de adulteração do leite

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu a adoção de iniciativas pela Casa para investigar a adulteração do leite que teria sido praticada por duas cooperativas fornecedoras do produto para empresas que o comercializam em caixas do tipo "longa vida". Chinaglia admitiu a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o fato. "Cabe à Câmara tomar uma atitude. Pode ser uma CPI. Eu pessoalmente sou a favor de investigar", disse Chinaglia. "No mínimo, temos de fazer pressão para que se esclareça essa questão", afirmou. Chinaglia disse que poderá ser feita uma comissão externa ou a realização de audiências nas comissões de Fiscalização e Controle e de Defesa do Consumidor. "É o inacreditável acontecendo. Estão pondo em risco a saúde por absoluta ganância por dinheiro. Acho que isso merece punição exemplar", defendeu Chinaglia. Em uma ação denominada de "Operação Ouro Branco", a Polícia Federal prendeu 27 pessoas acusadas de crime contra a saúde pública nesta semana. Eles são acusados de acrescentar ao leite substâncias não permitidas, como soda cáustica e água oxigenada. De acordo com investigações do Ministério Público, os produtos adulterados foram fornecidos pelas cooperativas Casmil, na cidade de Passos (MG), e Coorpevale, em Uberaba (MG).

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

25 de outubro de 2007 | 14h36

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