Chineses vão restaurar exemplar do Alcorão de 700 anos

Analistas chineses começarão a trabalharesta semana na restauração de um exemplar manuscrito de 700 anos doAlcorão, informou a agência estatal Xinhua.A obra, composta por dois volumes de 867 páginas, é o exemplarmais antigo do livro sagrado dos muçulmanos conhecido na China, estáescrito em árabe e guardado em cofres da mesquita de Jiezi, emXunhua, província de Qingai (noroeste). O exemplar foi levado à China quando o grupo étnico salgaremigrou ao leste vindo de Maracanda, nome com o qual na época eraconhecida a cidade de Samarcanda, segunda maior do atualUsbequistão. Os analistas acreditam que foi escrito antes doséculo 13 d.C. "Os livros apresentam sérios danos por causa da erosão e corremperigo de apodrecer", indicou o subdiretor do Escritório doPatrimônio Cultural de Qingai, Ma Weimin. "Limparemos manchas e os restos de mofo, e restauraremos aspáginas que apresentam imperfeições", disse Ma. Dois membros do grupo de restauradores trabalham no Museu deNanjing, na província oriental de Jiangsu, enquanto os outrosanalistas estão em Qinghai.Os trabalhos de restauração necessitarão de aproximadamente ummês e a Administração Estatal de Patrimônio Cultural destinou US$ 55mil ao projeto. Posteriormente, o livro e uma réplica serão exibidos ao público em uma vitrine transparentelocalizada junto à mesquita de Jiezi.

Agencia Estado,

29 de agosto de 2006 | 17h22

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