Chininha admite presença de traficantes na Mangueira

Chininha disse que traficantes eram meninos que ela viu crescer e que não vendiam drogas dentro da escola

Talita Figueiredo, especial para o Estado,

16 de janeiro de 2008 | 21h26

A presidente da Estação Primeira de Mangueira, Eli Gonçalves, a Chininha, confessou nesta quarta-feira, 16, que traficantes freqüentam a quadra da escola, em depoimento ao delegado Márcio Caldas, da 17ª Delegacia de Polícia. No depoimento, Eli disse que esses traficantes eram meninos que ela viu crescer, e que não vendiam drogas dentro da escola.   Chininha declarou ainda que não tinha conhecimento da existência de uma passagem secreta na quadra da escola, que ligava um camarote a uma casa, já que assumiu a presidência há uma semana. O ex-presidente da bateria, Ivo Meirelles, voltou a afirmar que a casa era usada para guardar equipamentos dos músicos, não como uma rota de fuga pra traficantes.   A presidência da escola foi assumida por Chininha há pouco mais de um mês, depois de Percival Pires, o Perci, renunciar ao cargo após de ter sido descoberto que ele prestou uma homenagem ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e à mulher, Jaqueline da Costa, durante o casamento do casal. Poucos dias depois, Meirelles pediu afastamento da bateria numa confusão com a escolha da rainha de bateria da escola. Foi Meirelles quem comprou a casa ao lado da quadra, que, segundo a polícia, poderia ser usada como rota de fuga.  

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