Coréia do Norte faz ameaça em resposta a retirada de ajuda

A Coréia do Norte ameaçou interromper o processo de desmantelamento de sua usina nuclear produtora de plutônio, a não ser que o Japão mantenha o fornecimento de energia como parte de um acordo de desarmamento, afirmou a agência de notícias Kyodo na segunda-feira. A ameaça é o mais recente entrave a um acordo da Coréia do Norte com cinco potências regionais e acontece cerca de duas semanas após os Estados Unidos pedirem a suspensão do fornecimento de energia para punir Pyongyang por não concordar, neste mês, com um sistema de checagem das alegações sobre os programas atômicos do país. A agência Kyodo reproduziu as declarações de um diplomata baseado em Pequim que participou do negociações de seis países. Ele teria dito que: "A não ser que o Japão implemente uma forte assistência de combustível, as atividades (para desmantelar) vão ser suspensas." Segundo a agência, as declarações do diplomata teriam sido feitas a Yoshihiro Kawakami, um senador japonês do Partido Democrático de oposição, durante um encontro na capital chinesa. O Japão afirmou que não iria fornecer combustível a não ser que a Coréia do Norte resolva os problemas causados por seus agentes que sequestraram cidadãos japoneses há décadas e os mantiveram na nação comunista. A Coréia do Norte recebeu cerca de metade do milhão de toneladas de petróleo, ou auxílio em igual valor, que faz parte de um acordo firmado entre China, Japão, Rússia, Coréia do Sul e Estados Unidos por avanços obtidos anteriormente para encerrar seu programa de armas nucleares. A Coréia do Norte tem grande dependência do auxílio de combustível para manter sua indústria funcionando. O diplomata, baseado em Pequim, também disse que 90 por cento dos trabalhos de desarmamento do complexo nuclear de Yongbyon, que é capaz de produzir armas de plutônio, foi concluído sob os termos do acordo de desarmamento-por-ajuda, segundo a Kyodo. Kawakami afirmou que o diplomata teria dito que os 10 por cento restantes dependem da boa-vontade japonesa em cumprir suas obrigações sob o acordo multilateral, segundo a agência. (Reportagem de Isabel Reynolds e Linda Sieg em Tóquio e Jon Herskovitz em Seul)

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