Defesa de pai e madrasta analisa recurso ao STF nesta segunda

O casal é acusado pelo assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, atirada do sexto andar do Edifício London

da Redação , estadao.com.br

19 de maio de 2008 | 08h20

A batalha jurídica dos advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para tirar o casal da cadeia deve ir agora para o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância do Poder Judiciário. Depois de ter os pedidos de habeas-corpus negados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa irá se reunir nesta segunda-feira, 19, para analisar os próximos passos. O casal é acusado pelo assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, atirada do sexto andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março. VEJA TAMBÉM Leia a decisão do ministro do STJ  Caso Isabella fez interesse por júri crescer 400%Isolada, madrasta de Isabella 'só chora'Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella  "O melhor seria esperar o mérito desses habeas-corpus serem analisados pelas duas instâncias, mas na realidade não sabemos quando isso vai acontecer", diz o advogado Rogério Neres de Sousa. "Isso pode demorar muito. Precisamos pensar no cliente, não podemos deixar ele esperando dois meses por esse julgamento." Com base em jurisprudência do STF que diz que "comoção popular" não pode justificar um pedido de prisão preventiva, a defesa do casal crê que é possível tirar o casal da prisão. "Esse é nosso objetivo. É normal subir de instâncias", diz Neres de Sousa.No domingo, 18, Anna Carolina Jatobá recebeu a visita dos pais na penitenciária feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde está presa. Alexandre Nardoni está no presídio José Augusto César Salgado, o P2 de Tremembé, a 7 quilômetros de Anna Carolina, e durante todo o domingo não recebeu nenhuma visita de familiares. Segundo o advogado Rogério Neres de Sousa, ele está "muito mais tranqüilo" depois de ter sido transferido de Guarulhos, na Grande São Paulo. "Ele estava com muito medo, lá", diz o advogado. "Agora, ele se sente seguro."

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