Dilma diz que mantém estímulos enquanto crise for grave, mas pode 'gastar menos' em retomada

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou em entrevista exibida nesta segunda-feira que vai manter em um eventual segundo mandato os estímulos econômicos enquanto a crise internacional for grave para proteger o emprego e o salário, mas indicou que pode "gastar menos" em caso de uma retomada do crescimento.

REUTERS

22 Setembro 2014 | 09h05

"Nós estamos numa situação em que o Brasil está na defensiva em relação à crise internacional, protegendo emprego, salário e investimentos", disse Dilma, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, gravada no domingo e exibida nesta manhã.

"Por que nós protegemos isso? Porque vamos apostar numa retomada. Na retomada, às vezes muda a sua política econômica de defensiva para ofensiva, e como que se faz isso? Se faz de duas formas: eu posso na retomada gastar menos do que estou gastando para sustentar emprego, salário e investimento", afirmou.

Questionada se sua fórmula para recuperar o crescimento da economia seria diminuir os estímulos, a presidente afirmou: "Não, mas eu vou manter os estímulos enquanto a crise for grave."

Nos últimos anos, o governo tem feito fortes desonerações tributárias para tentar estimular a economia, como redução de impostos para veículos e móveis, o que acaba afetando a arrecadação. Só no primeiro semestre deste ano, essas desonerações somaram cerca de 51 bilhões de reais, quase 45 por cento a mais do que em igual período de 2013.

Na entrevista, Dilma disse ainda que mudança na política econômica está vinculada a uma eventual recuperação da economia nos Estados Unidos.

"Nós achamos que a gente tem de ver como evolui a crise... Os EUA evoluindo bem, acho que o Brasil pode entrar numa outra fase, que precisa menos estímulos, pode ficar mais entregue à dinâmica natural da economia e pode perfeitamente passar para uma retomada", afirmou.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Edição de Patrícia Duarte)

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