Dois lotes de teste rápido de aids são recolhidos

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde ordenou o recolhimento de dois lotes do teste rápido para detectar HIV produzido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A suspensão do uso do material, informada pela Agência Aids, foi determinada depois de relatos de testes falso-positivos (o exame indicava a contaminação, mas, na verdade, o paciente não tinha a doença).

Lígia Formenti / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 Abril 2011 | 00h00

O departamento garantiu que nenhum paciente recebeu a informação incorreta sobre seu estado sorológico. Isso porque as amostras retiradas do paciente são examinadas simultaneamente por dois kits de diferentes fornecedores. Todas as vezes em que há resultado discordante, o paciente é encaminhado para fazer o exame de sangue.

Juntos, os lotes são suficientes para realizar 491 mil testes. O primeiro deles já havia sido totalmente distribuído para os Estados. A distribuição foi parcial do segundo. Até agora foram relatados 14 resultados falso-positivos, o equivalente a 0,006% do total.

Irregularidades foram encontradas apenas em um dos lotes. Mas, pelo fato de os dois lotes usarem o mesmo reagente, a opção foi retirar todo o produto do mercado. Esta é a primeira vez que o governo brasileiro determina a retirada de testes rápidos. O País tem dois fornecedores do produto: Fiocruz e Ufes.

Os testes estão sendo recolhidos e o laboratório iniciou sua reposição no dia 7.

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