Dólar encerra estável a R$2,0817 antes de feriado

O dólar encerrou estável ante o real nesta segunda-feira, anulando os ganhos registrados durante a maior parte do pregão, pois investidores ficaram cautelosos antes do feriado que deixará as principais praças financeiras do país fechadas na próxima sessão.

NATÁLIA CACIOLI, Reuters

19 de novembro de 2012 | 19h50

O mercado de câmbio seguirá operando na terça-feira, mas o fechamento da BM&FBovespa e de corretoras em São Paulo e no Rio de Janeiro deverá reduzir drasticamente o volume de negócios, o que pode deixar a moeda norte-americana sujeita a oscilações bruscas.

Normalmente, as variações do dólar são muito pequenas nessas circunstâncias, mas alguns analistas não descartam oscilações mais acentuadas no caso de operações de maior porte.

O dólar encerrou estável a 2,0817 reais na venda, perto da máxima da sessão de 2,0840 reais, mantendo-se na maior cotação desde 15 de maio de 2009, quando fechou a 2,109 reais na venda.

O volume do mercado de câmbio também foi limitado nesta sessão devido à ausência de muitos agentes entre os feriados da última quinta-feira e desta terça-feira. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 970 milhões de dólares, bem abaixo do volume de 1,5 bilhão de dólares registrado na sexta-feira.

"O mercado está buscando se resguardar antes de outro feriado, porque isso atrapalha qualquer posicionamento", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. "Quando há feriado os mercados ficam sem rumo, então o dólar pode abrir a 2,10 reais amanhã sem problema", emendou.

Um arranque nas cotações poderia forçar o Banco Central a intervir no mercado de câmbio para evitar que a moeda ultrapasse o teto informal de 2,10 reais, a fim de segurar possíveis repasses à inflação.

"O dólar alto é bom, mas muito alto atrapalha. O BC tem uma política monetária para não comprometer a inflação," disse Galhardo, citando a banda informal de 2,0 a 2,1 reais em que o dólar vem sido negociado nos últimos meses.

O operador de câmbio da B&T Corretora Marcos Trabbold avalia que o BC deverá continuar atento ao teto de 2,10 reais, mas que sua atuação dependerá da velocidade dos ganhos da moeda norte-americana.

"Pode ser que o BC entre se o dólar chegar mais perto de 2,10 reais, mas mais no caso de um movimento muito acentuado e não necessariamente para defender um patamar especifico", disse Trabbold.

Mais cedo, a divisa chegou a cair 0,60 por cento, para 2,0693 reais na venda, acompanhando uma melhora do sentimento nas praças internacionais devido a sinais de progresso nas negociações do chamado "abismo fiscal" dos Estados Unidos.

No exterior, o dólar mantinha a tendência de queda e caía 0,48 por cento em relação a uma cesta de moedas, enquanto o euro avançava 0,50 por cento frente à divisa dos Estados Unidos.

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