Egito bombardeia militantes do Sinai

A aviação egípcia bombardeou na quarta-feira alvos próximos da fronteira com Israel, e soldados invadiram aldeias atrás de militantes islâmicos suspeitos de atacarem policiais egípcios na região, segundo militares e testemunhas.

YUSRI MOHAMED, Reuters

08 de agosto de 2012 | 09h24

Os bombardeios em torno da localidade de Sheikh Zuwaid, a 10 quilômetros da Faixa de Gaza, ocorreram após uma noite de confrontos entre homens armados e forças de segurança em vários postos de controle no norte da região egípcia do Sinai.

No domingo, pistoleiros mataram 16 agentes de fronteira do Egito, no pior ataque contra forças de segurança no Sinai desde o histórico acordo de paz de 1979 entre Egito e Israel.

Os agressores em seguida cruzaram a fronteira com Israel, mas foram mortos por disparos israelenses.

Inimigos de Israel intensificaram suas ações na desértica região fronteiriça desde a revolução de 2011 que derrubou o presidente egípcio Hosni Mubarak, tradicional aliado dos EUA na região.

O novo presidente, o político islâmico moderado Mohamed Mursi, no cargo desde junho, vem tentando acalmar as preocupações israelenses, prometendo recolocar o Sinai sob o controle do governo.

Por outro lado, Mursi também tem buscado uma relação mais amistosa com o grupo islâmico palestino Hamas, que governa Gaza.

Essa foi a primeira vez que os militares egípcios dispararam foguetes no Sinai desde a guerra de 1973 contra Israel. Os redutos dos militantes ficam no norte do Sinai, bem distantes dos balneários frequentados por estrangeiros no sul da península, que são uma importante fonte de divisas para o país.

Testemunhas em Sheikh Zuwaid disseram ter visto dois aviões militares sobrevoarem a área e escutado explosões na manhã de quarta-feira. Outras pessoas perto da cidade viram três carros bombardeados.

Soldados entraram na aldeia de Al Toumah, 20 quilômetros ao sul, depois de o Exército receber informações de que militantes islâmicos estavam lá, disseram à Reuters comandantes militares no Sinai.

De acordo com essa fonte, 20 militantes foram mortos e três carros blindados pertencentes a eles foram destruídos. A operação continua.

Um morador disse ter visto helicópteros militares perseguindo veículos que fugiam de Al Toumah, e que ouviu disparos de foguetes. Os ocupantes dos veículos reagiram com disparos de metralhadoras, segundo ele.

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