EUA e Sudão negociam sobre conversão cristã de sudanesa, dizem fontes

Autoridades sudanesas e dos Estados Unidos em Cartum estão negociando a permissão para que uma mulher sudanesa, que se casou com um norte-americano e foi recentemente poupada da pena de morte por se converter ao cristianismo, deixe o Sudão, disseram fontes próximas ao caso.

REUTERS

28 de junho de 2014 | 15h40

Mariam Yahya Ibrahim, de 27 anos, foi detida no aeroporto de Cartum na terça-feira, um dia depois de um tribunal de apelações ter anulado uma sentença de morte por ela ter se convertido do islamismo para o cristianismo a fim de se casar com o marido cristão norte-americano.

O advogado de Mariam, Mohaned Mostafa, disse que a cliente, seu marido e seus dois filhos foram todos para a embaixada dos EUA em Cartum desde sua libertação, que foi concedida com a condição de que permanecesse no Sudão.

"Há negociações em curso entre as autoridades sudanesas e norte-americanas para tentar encontrar uma maneira de Mariam e sua família deixarem o país", disse uma fonte próxima ao caso, pedindo para não ser identificada por não estar autorizada a falar com a mídia.

Mariam foi detida na terça-feira por tentar usar documentos emitidos pela embaixada do Sudão do Sul para voar para fora de Cartum com o marido e filhos.

Apesar de abrir mão da sentença de morte após enorme pressão internacional, o Sudão ainda não aceita a nova identidade de Mariam como cristã sul-sudanesa porque não reconhece seu casamento. As mulheres muçulmanas não têm permissão para se casarem com cristãos sob as leis islâmicas vigentes no Sudão.

(Por Maaz Alnugomi)

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