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EUA veem novo homem forte do Egito como resistente a mudanças

Autoridades dos Estados Unidos veem o chefe do Conselho Militar egípcio, Mohamed Husein Tantawi, como um aliado empenhado em evitar uma nova guerra contra Israel, mas no passado o criticaram reservadamente por ser resistente a mudanças políticas e econômicas.

DAVID ALEXANDER E PHIL STEWART, REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 17h05

Tantawi, chefe do Supremo Conselho Militar que assumiu o controle do Egito na sexta-feira, após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, conversou por telefone em cinco ocasiões com o secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, desde o início da crise, em 25 de janeiro. A última conversa ocorreu na quinta-feira à noite.

As relações com o Exército egípcio são tradicionais e importantes para Washington, que fornece cerca de 1,3 bilhão de dólares por ano em ajuda militar ao país.

Fontes do Pentágono se mantêm mudas a respeito das discussões entre Tantawi e Gates, mas o secretário de Defesa tem feito elogios públicos aos militares egípcios por serem uma força estabilizadora em meio à crise. Na terça-feira, Gates disse que os militares do Egito haviam dado "uma contribuição à democracia".

Mas, reservadamente, autoridades dos EUA caracterizam Tantawi como alguém "relutante com mudanças" e desconfortável com a ênfase norte-americana no combate ao terrorismo, segundo um documento de 2008 do Departamento de Estado, divulgado pelo site WikiLeaks.

Tantawi, de 75 anos, serviu em três conflitos contra Israel - na crise de Suez, em 1956, e nas guerras de 1967 e 73.

O comunicado interno do Departamento de Estado dizia que o comandante estava "comprometido em prevenir que outra (guerra) aconteça um dia".

Apesar disso, diplomatas alertaram, antes de uma visita dele a Washington em 2008, que as autoridades dos EUA deveriam se preparar para encontrar "um Tantawi envelhecido e resistente a mudanças".

"Charmoso e cortês, ele está, não obstante, preso a um paradigma militar pós-Camp David, que tem servido aos estreitos interesses da sua corte nas últimas três décadas", dizia o documento, referindo-se ao acordo de paz entre Egito e Israel, assinado em 1979 na residência de veraneio da presidência norte-americana.

Washington há muito tempo cobrava mudanças no Cairo. Mas o documento afirma que Tantawi "tem se oposto tanto às reformas econômicas quanto políticas, as quais ele percebe como uma erosão do poder do governo central".

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