Filme sobre Lula vai representar o Brasil no Oscar

O longa-metragem "Lula, o Filho do Brasil", do diretor Fábio Barreto, foi escolhido para representar o País na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira do Oscar 2011. A escolha foi anunciada na manhã de hoje pelo presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias, em evento na Cinemateca Brasileira, na capital paulista.

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 16h03

O longa, que conta a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disputou com mais 23 produções nacionais, entre elas "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky , "Chico Xavier", de Daniel Filho, "Nosso Lar", de Wagner de Assis, e "O Bem Amado", de Guel Arraes.

Com a indicação, o filme concorrerá agora com produções de 95 países pela chance de ser selecionado para a categoria do Oscar que terá cinco longas. Os escolhidos serão anunciados em 25 de janeiro. A cerimônia de premiação será realizada no dia 27 de fevereiro.

De acordo com Farias, a escolha do filme foi opinião unânime dos nove membros da Comissão de Seleção, formada por representantes da Academia Brasileira de Cinema (ABC), da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e do Ministério da Cultura (MinC). Farias negou que haja motivações políticas na escolha. "Nossa posição não tem nenhuma ligação política. Lula é uma estrela aqui e fora daqui, internacionalmente conhecida", afirmou.

Paula Barreto, irmã de Fábio Barreto e produtora de "Lula, o Filho do Brasil", acredita que "finalmente ele está sendo visto como o que é: nada além de uma boa história, um bom filme", e não uma peça de propaganda política. "Talvez seja o mais adequado para nos representar, porque agrada muito aos estrangeiros. Rodei muito (em festivais), fui a Guadalajara, Nova York, Londres... Eles ficam alucinados porque é uma história de superação, um épico. Não acreditam que foi feito com US$ 6 milhões e rodado em oito semanas."

Concorrência

O filme estreou no dia 1º de janeiro e foi assistido por um milhão de brasileiros, segundo a produtora LC Barreto. No entanto, esperava-se bem mais. Os produtores admitiram que erraram na escolha da data, já que a concorrência com o blockbuster Avatar ajudou a derrubá-lo - junto com a polêmica criada pela acusação de que seria um filme pró-Lula, e num ano de eleição.

Paula e a família contam com a notícia para acelerar a recuperação do direto Fábio Barreto. Ele sofreu um grave acidente de carro no Rio de Janeiro no dia 19 de dezembro do ano passado e não viu o filme estrear - não saiu do coma desde então. Ele está sendo cuidado em casa. "Com a notícia, espero que acorde. Temos esperança. Ele passa o dia com os olhos abertos, está mais esperto. Conversamos como se estivesse entendendo tudo."

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