Fórum dos leitores

Integre frutíferas com lavoura e pasto

O Estado de S.Paulo

04 de março de 2009 | 02h30

Tenho acompanhado diversas reportagens sobre maneiras de amenizar os efeitos do aumento da temperatura global e suas consequências na agropecuária. Minha dúvida é se há estudos sobre o consórcio de árvores (frutíferas, por exemplo) com plantio de grãos e pasto. Gostaria de saber se é possível obter benefícios ambientais e explorar as árvores comercialmente.

Marcelo Soares de Camargo

mscamargoolth@ig.com.br

Na integração lavoura-pecuária, o plantio de árvores entra como terceira atividade que pode aumentar a renda do produtor e ainda trazer benefícios ambientais, diz o coordenador regional da Emater de Minas Gerais, Walfrido Machado Albernaz. "O importante é que seja feito um planejamento adequado, com avaliação das condições do local (fertilidade do solo, relevo, exposição à luz solar), além da finalidade a que se destina o reflorestamento (produção de lenha, carvão, madeira para serraria, fruticultura), o que permite a escolha da espécie e o espaçamento." Geralmente, as mudas arbóreas são plantadas em fileiras simples ou duplas, com vários tipos de espaçamento. "São indicados, por exemplo, espaçamentos de 8 a 10 metros entre linhas e de 1,1 a 1,5 metro entre árvores nas fileiras simples (quando destinado à produção de lenha e carvão) e que as fileiras sejam plantadas no sentido leste-oeste, para favorecer a incidência de luz solar nas entrelinhas." Em relação aos benefícios socioambientais, Albernaz destaca que, se o projeto obedecer às restrições da legislação ambiental, a integração auxilia na recuperação de pastagens degradadas, evita que novas áreas de mata nativa sejam derrubadas para extração de madeira ou produção de carvão, mantém o produtor na atividade agrícola e aumenta a renda por área. "Para obter resultados, é imprescindível orientação técnica. Inicie em áreas menores e com acompanhamento técnico." E-mail: walfrido.albernaz@emater.mg.gov.br.

linkAprenda a receita do tempero completo

Há cerca de três anos solicitei uma receita de tempero completo para o Suplemento Agrícola, e fui prontamente atendido. Infelizmente, a receita se perdeu numa mudança. Gostaria de pedi-la novamente.

Laercio Melo

melo@uspedra.com.br

A receita publicada na edição do dia 20/12/2006 foi dada pela baiana Raimunda Souto. Ingredientes: 3 cabeças de alho das grandes, 1 cebola grande, 1 maço de cebolinha bem lavada e sem raízes; meio maço de salsinha (se preferir, pode usar meio maço de coentro) e 4 pimentas dedo-de-moça sem as sementes. Bata todos os ingredientes no liquidificador até virar uma pasta homogênea. Ponha a massa obtida em uma vasilha de plástico e acrescente 1 quilo de sal, misturando bem para o tempero ficar uniforme. Para essa quantidade, acrescente 2 a 3 colheres de sopa de condimentos em pó (louro, pimenta-do-reino, pimenta calabresa, cominho). Guarde o tempero em vasilha de vidro esterilizada com tampa. Conserve à temperatura ambiente e use para temperar arroz, carnes, peixes, frangos e outros pratos.

linkOnde obter dados sobre mamona

Gostaria de saber tudo sobre mamona. Sou pequeno produtor, mas não tenho conhecimento sobre onde posso vender a produção e a que preço. Tenho um plantio equivalente a 10 toneladas.

Wilson Clementino da Silva

São Paulo (SP)

Conforme o engenheiro agrônomo Geraldo Amaral, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura paulista, a mamoneira (Ricinus communis L.) é planta tropical, resistente à seca e exigente em calor e luminosidade e que produz em altitudes que variam de 300 a 1.500 metros. "É uma oleaginosa de alto valor econômico e social, pois, no Brasil, é produzida tradicionalmente em pequenas e médias propriedades", diz Amaral, destacando a possibilidade de uso na área industrial e na produção de biodiesel. "O óleo é o melhor óleo vegetal para fins industriais; fonte natural de ácido ricinoléico, serve para fazer cosméticos, lubrificantes, plastificantes, detergentes, graxas, tintas, vernizes, poliuretanos, defensivos agrícolas, entre outros produtos." Quanto à escolha da área a ser cultivada, Amaral diz que é preciso considerar o relevo, "preferencialmente plano ou suavemente ondulado, com declividade inferior a 12%, utilizando-se sempre o plantio em nível". Em São Paulo, a época de semeadura vai de setembro a março, desde que haja disponibilidade de água e não exista risco de geada. "A mamoneira é exigente em nutrientes, razão pela qual é importante fazer análise de solo", diz o agrônomo. Sobre a comercialização, é fundamental conhecer o mercado antes de decidir plantar. "Deve-se verificar preços locais e internacionais, compradores próximos e a possibilidade de firmar contrato com indústrias interessadas, como garantia de compra da produção." Segundo ele, as cotações no Brasil têm por base as de Irecê (BA) e as cotações internacionais, as de Roterdã, na Holanda. Amaral indica duas empresas, ambas da capital paulista: a A. Azevedo Indústria e Comércio de Óleos Ltda., tel. (0--11) 3806-4800 ou www.azevedooleos.com.br e a Aboissa Óleos Vegetais, tel. (0--11) 3353-3000 ou www.aboissa.com.br. Mais informações no link www.cati.sp.gov.br/Cati/_tecnologias/oleaginosas/mamona_al2002.php

Tudo o que sabemos sobre:
Agrícolacartasforum dos leitors

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.