Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2017 | 05h00

A HORA E A VEZ DO BNDES

Abrindo a caixa-preta

Fala-se que o já apurado pela Lava Jato é só uma ponta de iceberg do que vai pelo BNDES, que teria sido usado tanto para o enriquecimento ilícito de amigos do poder quanto para apoio ideológico a governos bolivarianos e ditaduras de esquerda nas Américas do Sul e Central e na África. A operação na JBS realizada na sexta-feira pode ser o começo da abertura da caixa-preta do BNDES. Com aporte de R$ 8 bilhões do banco, a maior produtora e comercializadora de proteína animal do mundo montou um formidável cartel, que desequilibrou a pecuária brasileira e causou até escassez de carne no mercado nacional. Precisamos de esclarecimentos e soluções. O nosso banco de fomento não pode servir a negociatas nem para desenvolver outros países e neles criar empregos, enquanto temos 14,2 milhões de desempregados em solo pátrio. Que se revelem já todos os segredos do BNDES e, principalmente, se ponha o banco novamente a serviço dos brasileiros. Só dos brasileiros, como é sua finalidade.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Levantamento geral

É preciso investigar onde, quando, quanto e a quem o BNDES tem emprestado tanto dinheiro. Financiou obras até no exterior!

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Do povo para os amigos

Dos recursos do BNDES disponíveis para empréstimos, 85% têm origem no Tesouro Nacional, no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e no PIS-Pasep. Ou seja, a sociedade brasileira, que não recebe nenhum retorno por isso, financia os amigos do poder, que são bafejados com as mais generosas benesses. Uma minoria dita as regras, no melhor estilo ditatorial. Está passando da hora de corrigir este país. Já chega de dar de ombros e dizer: “É, fazer o quê...?!”.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Núpcias de interesse

Sabe aqueles casamentos luxuosos, com festa nababesca, que acabam em escândalo nas páginas policiais? Foi o que aconteceu com o pacto nupcial entre o BNDES e a JBS, presididos por Luciano Coutinho e Joesley Batista, no valor de uns R$ 8 bilhões. Os detalhes do desastroso arranjo bilionário estão disponíveis nos boletins da Polícia Federal. Só ainda não foi possível levar esses dois senhores coercitivamente para explicarem o furdunço por estarem ambos, oportunamente, no exterior. 

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

Operação Bullish

Está aí uma missão urgente para o “compliance” do BNDES: explicar aos funcionários, que ameaçam paralisar suas atividades no banco por causa da condução coercitiva de colegas para prestarem depoimento no âmbito da Operação Bullish da Polícia Federal, que num Estado de Direito ninguém está acima da lei, qualquer suspeita tem de ser esclarecida. E a condução coercitiva é medida totalmente respaldada pela legislação vigente. Senhoras e senhores, vamos todos trabalhar, fazer urgentemente o que já era para ter sido feito há décadas: um novo Brasil. 

JORGE DIOGO DE FREITAS

jdiogodefreitas@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

O fim do mundo

Li no Estadão (13/5) que Antônio Palocci deseja fazer acordo de delação premiada. Será mais uma daquelas delações do fim do mundo, que nunca acabam para o homem mais honesto do universo? É inacreditável que mesmo com a acusação de vários ex-companheiros/cúmplices o iluminado Lula continue negando tudo e dizendo que não sabia de nada. Imagine, nenhuma folha caía no PT sem que ele autorizasse ou soubesse! Mesmo assim, ele continua com um séquito que ignora tudo para segui-lo fielmente, sem questioná-lo ou pôr em dúvida suas palavras, como se tivessem poder divino. Agora posso entender como Hitler conseguiu levar a Alemanha à 2.ª Guerra Mundial, promover o holocausto e arrastar sua pátria para a destruição. Segundo Lula, todos os seus antigos homens de confiança e amigos de longa data estão mentindo. Só ele diz a verdade...

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Delatores

Acusados no maior escândalo de corrupção alegam que os delatores mentem. Lula e seguidores dizem que é para que ele não concorra em 2018. Os petistas sabem muito bem usar técnicas de convencimento e ainda há milhões de brasileiros que acreditam. É bom lembrar que delator que minta ao juiz pode ser só por isso condenado a oito anos de prisão. Que condenado quereria mais oito anos nas costas?

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Mentirosos insanáveis

Por mais de dez anos João Santana e Mônica Moura foram os gurus do PT nas eleições, no Brasil e nos países bolivarianos das Américas, por expressa designação de Lula, gozando de irrestrita confiança - com eles os negócios nem precisavam de papéis para registro. De repente, tornaram-se mentirosos insanáveis.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Estranho paradoxo

Estranho paradoxo vivem o PT, Lula e Dilma Rousseff enquanto agonizam politicamente, tentando transmudar estertor em falsa indignação. Antes, num contexto eleitoral, eles queriam que os eleitores confiassem inteiramente no discurso produzido por seus marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Agora, num contexto policial e judicial, querem que esses mesmos eleitores ignorem completamente o discurso produzido pelo casal. Por que o eleitorado deveria desconfiar agora de quem antes devia merecer todo o crédito?

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Bala de prata

A colaboração de Palocci poderá e deverá ser a tal bala de prata. Não vai ser o ponto final, mas será o ponto de não retorno.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

Veneno de cobra

Neste momento, a segurança em torno de Palocci deve ser triplicada, sabe-se lá o que pode acontecer com ele, algum acidente... Por exemplo, uma mordida de jararaca.

ELCIO ESPINDOLA

elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

UM ANO DE GOVERNO

Pausa na Operação Lava Jato: Michel Temer completou no dia 12 seu primeiro ano como presidente da República. O governo surpreende e se mostra melhor que a encomenda. Temer assumiu sua gestão em meio a uma crise política, ética e uma recessão econômica sem precedentes no País. Neste curto período, porém, com inegável experiência parlamentar e vocação para o diálogo, tem conseguido domar o Congresso Nacional, aprovando celeremente projetos de grande relevância para o País, como a PEC do Teto dos Gastos e reformas constitucionais inadiáveis em curso – a da Previdência, a trabalhista e a política, também em discussão. Os gastos improdutivos estão sendo extirpados. A taxa Selic, que estava em 14,25% ao ano no início do governo, caiu para 11,25%, com perspectiva de fechar o ano em torno de 8%. Com sucesso, a inflação também foi domada: de 10,67% em dezembro de 2016, hoje está em 4,04% – ou seja, abaixo do centro da meta, de 4,5%. Além disso, uma jogada de mestre de Temer foi liberar para 30 milhões de brasileiros os saques das contas inativas do FGTS, que irrigarão o consumo e a nossa economia com aproximadamente R$ 40 bilhões. E, com as concessões em curso, os investimentos em infraestrutura serão alavancados. Por fim, dentro de poucos meses, também o mercado de trabalho certamente se beneficiará com a criação de milhares de empregos. Portanto, a sociedade brasileira não deveria desprezar esses avanços em tão curto espaço de tempo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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AVANÇOS

O aniversário de um ano do governo Temer é comemorado com coragem, trabalho e avanços: é o que se divulga nos pronunciamentos do presidente. O que ampara e confere poder a este governo é a indiferença sobre a questão da popularidade. Sem essa preocupação e com independência de ação, Temer chegará ao fim de seu mandato como um político singular da história da República. Deixará um legado importante para as novas gerações, para os futuros aposentados, uma vida melhor, mais digna, com aposentadorias em dia e empregos para os jovens.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONFIANÇA NA ECONOMIA

Os brasileiros conscientes têm de agradecer a Temer pelo governo sério e competente que vem executando no País. Está conseguindo as reformas indispensáveis para o equilíbrio das contas públicas, redução dos juros e da inflação, já conseguindo em 12 meses a taxa inflacionária de 4,04%, abaixo do centro da meta. Cumprimento o presidente pela escolha da equipe econômica, que nos honra. E ainda tem alguns desavisados ou mal intencionados que falam que ele é “golpista”...

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE NÃO ELEITO

O Brasil não aprendeu nada com a catastrófica ascensão à Presidência da República de José Sarney, vice de Tancredo Neves. Faz um ano que o Brasil é governado pelo vice de Dilma. Como Sarney, Temer não tem a legitimidade de ter sido eleito diretamente para ocupar a Presidência da República. Temer participou ativamente da gestão criminosa de Dilma Rousseff, foi cúmplice e conivente de todas as ações criminosas praticadas no governo Dilma e que estão sendo desbaratadas pela polícia. Seria muito melhor que o vice-presidente fosse o candidato que obteve o segundo maior número de votos na eleição, desta forma um presidente eleito com 51% dos votos teria de governar tendo o vice que obteve 49% dos votos a seu lado. Faz um ano que o Brasil não é governado por um presidente eleito diretamente pelo povo brasileiro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO E JUROS

A inflação continua despencando. Tudo indica que a inflação encerra o ano abaixo de 4%. Tem gente cobrindo de glória a atual gestão do Banco Central. Estes bajuladores de ocasião só se esquecem de que só uma economia morta, inexistente, não tem inflação. Seria como comemorar que um médico conseguiu abaixar a pressão alta do doente matando o paciente. Não faço apologia aos benefícios da inflação, porque eles não existem. Mas só não reconhece quem não quer que a inflação segue seu caminho certo para a deflação porque o Banco Central está matando a economia brasileira com juros reais estratosféricos e uma política cambial unicamente voltada para o controle inflacionário, não reconhecendo, entre outras coisas, a baixa produtividade da indústria brasileira. Também importante não esquecer que não existe uma única peça na literatura econômica mundial que prescreva juros reais para atacar efeitos inflacionários numa economia em depressão. Assim como o médico que matou propositadamente o paciente com pressão alta, o Banco Central comete um crime à luz do dia matando a economia brasileira.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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AGIOTAGEM

O que tem de pressionar não é só a queda da taxa Selic, que sem dúvidas é de muita importância e traz benefícios quando mais baixa. O que o governo tem de forçar é a queda dos juros, serviços e taxas cobrados pelos bancos e instituições financeiras, que escorcham e dizimam a população, mediante a prática de agiotagem legalizada.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO E PODER DE COMPRA

Não é correto afirmar que a redução da inflação aumenta o poder aquisitivo dos assalariados. A queda da inflação apenas reduz a velocidade da perda do poder de compra. Um aumento do poder de compra só ocorre com uma deflação. Então não há por que prognosticar um aumento do consumo e um aumento da produção provocado por uma redução da inflação, como alguns comentaristas dizem.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O ESCÂNDALO DO REFIS

Reportagem no caderno de Economia do “Estadão” de 10/5 revelou mais uma maracutaia: a União perde R$ 18 bilhões por ano com benefício a sonegador no programa denominado Refis. Atualmente está sendo criado um Novo Refis, em “manobra” no Congresso Nacional, e, pior, já foram criados 25 programas de refinanciamento de dívida desde 2000. Muitas das “benesses” aprovadas o foram por meio de emendas conhecidas pelo jocoso apelido de “jabuti”, parodiando a dito popular que afirma que “jabuti não dá em árvore”. Se tem um ali, alguém colocou. Merece destaque trecho da reportagem com a explicação de que, “nas contas da Receita, 32% dos maiores contribuintes (que respondem por 80% da arrecadação do País) optaram por alguma das reaberturas do Refis desde 2009. Na prática, o que acontece é que as empresas que aderem a um refinanciamento de dívida já ficam legalmente em dia com a Receita, mesmo sem ainda terem acertado todo o débito. Poderão participar de licitações públicas sem problemas, por exemplo. Muitas quitam apenas as primeiras parcelas e, depois, param de pagar, esperando um próximo refinanciamento, que pode vir com condições ainda melhores”. Ora, tal prática é um assalto descarado aos cofres públicos, e, pior, por aqueles que respondem por 80% da arrecadação do País. E não bastassem todos estes anos de legislação imoral, parlamentares já aproveitaram o envio ao Congresso pelo governo da Medida Provisória (MP) 766/17, que institui o Programa de Regularização Tributária, mais rigorosa que as anteriores, para introduzir várias emendas, uma delas do deputado federal Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), que aprova um desconto de até 90% em multas e juros, conforme informa a matéria do “Estadão”. É um desaforo para todos os trabalhadores assalariados, que têm o Imposto de Renda descontado na fonte e, se cai na malha fina, até por eventual engano, recebe de imediato uma multa de 150% do imposto que deixou de apontar, sem choro e sem vela. Ora, o governo federal não pode deixar passar mais este “jabuti”, ao mesmo tempo que tenta aprovar a reforma da Previdência. Esta, segundo os cálculos do governo, foi deficitária em 2016 em cerca de R$ 152 bilhões, o que é, inclusive, contestado por alguns técnicos ligados à área. Mas, mesmo sob a ótica governamental, as maracutaias dos grandes contribuintes correspondem a cerca de 12% do déficit apontado na Previdência, o que não é pouca coisa. Portanto, ao mesmo tempo que procura aprovar as reformas da Previdência e a do trabalho, o presidente Temer não pode deixar passar mais esta tramoia, sob pena de se desmoralizar por completo. É claro que um congressista que apresenta uma emenda “esperta” como esta o faz para levar alguma vantagem pecuniária para si. O mensalão e a Operação Lava Jato já nos deram uma boa amostra do caráter de muitos deles.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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UMA MENTIRA CHAMADA REFORMA

Se os congressistas dissessem que apoiam a reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) porque têm acordos com Temer e os banqueiros em troca de benesses inconfessáveis, pelo menos não estariam mentindo. Estariam traindo mais uma vez o povo, mas pelo menos estariam sendo sinceros. Agora, dizer que acreditam que esta reforma vai diminuir o desemprego e retomar o crescimento é gozar com a cara do cidadão. Os próprios autores da reforma dizem que ela visa a diminuir os custos com pessoal. Logo, a massa salarial total do País vai diminuir. Diminuindo a massa salarial, desaquece mais ainda a demanda e retrai o mercado interno, e aí cresce a bola de neve: recessão, desemprego, recessão, desemprego e assim por diante. Quem diz isso não é nenhum socialista, é o empresário Henry Ford, que era adepto de aquecer a demanda com o aumento da massa salarial. Os empresários podem, iludidos, ficar satisfeitos, pois esperam com sua miopia diminuir seus custos com pessoal, mas vão vender para quem?

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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REFORMA TRABALHISTA

Por um lado, pertinente e necessária é a atualização da CLT. Por outro lado, desmedida a livre transação dos sindicatos com as empresas. Agora, os sindicatos não mais receberão a contribuição obrigatória dos empregados, receberão muito mais, dos empresários. Os empregados ficarão vítimas do vale-tudo. Com a disposição coletiva acima da lei, para que CLT e Judiciário Trabalhista? Realmente, com a extinção da CLT e da Justiça do Trabalho, a economia para empresários e governo pode ser muito maior.

Alice A. Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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CRÍTICA INJUSTA

Ainda não deu para entender por que há trabalhadores que fazem duras críticas à classe empresarial. Ditos trabalhadores sempre se organizam para realizar seus protestos em dias e horários de trabalho, permanecendo por horas a fio manifestando suas opiniões. Têm patrões complacentes, pois, além de permitirem faltas ao trabalho, certamente ainda lhes pagam os salários, caso contrário, como fazem esses empregados para pagar suas contas? Ou será que há algo de mágico no reino de Pindorama? Parece que até o presente a Ciência ainda não demonstrou que dinheiro nasça em palmeiras.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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FIM DA ESTABILIDADE

Por que na reforma trabalhista não retiram a estabilidade do funcionalismo público? Duvido que qualquer cidadão de Norte a Sul do País tenha sido bem atendido num estabelecimento público. Parece que o funcionário concursado já entra cansado e achando-se injustiçado por todas as regalias que recebe. Recebe salário 49% acima da média do empregado da rede privada e tem emprego para o resto da vida. Segue como carneirinho tudo o que o sindicato manda porque, para ele, é mal remunerado e trabalha muito. A retirada da estabilidade do funcionalismo seria humanitária. Trabalhariam mais interessados, competitivos e atenderiam melhor quem tem necessidade de usar os serviços públicos.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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NÃO NOS REPRESENTAM

Recentemente, o ex-deputado e agora ministro Osmar Serraglio, da Justiça, declarou que os sindicatos não devem receber um dia de salário do trabalhador porque nada fazem por merecer. Ele tem razão! Lula, Vicentinho, Medeiros, Marinho, Paulinho e centenas deles, que pouco ou nada trabalharam, jamais defenderam o trabalhador. Mentiram o tempo todo usando os sindicatos como trampolins para se lançarem nesta nossa política suja, obtendo privilégios e muito dinheiro, enquanto o trabalhador está cada vez mais na miséria. Agora, com as insanas e desumanas reformas trabalhista e previdenciária de Temer, conclamam trabalhadores e aposentados, enganando-os mais uma vez. Unidos, estão preocupados apenas com o fim da grande teta em que sempre mamaram. Por sua vez, o ministro Serraglio pode nos dizer o que fez o governo não apenas com um dia do nosso salário, mas com cinco meses que nos rouba todos os anos? Em nosso benefício ou em benefício do País é que não foi. Basta ver a deplorável situação em que nos encontramos.

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A propaganda do governo sobre a reforma da Previdência, no mínimo, é enganosa. Apresenta um senhor afirmando que a reforma é a garantia do recebimento da aposentadoria dele e de seus dependentes. Só seria verdade se a reforma unificasse a fórmula de cálculo e aplicasse os mesmos tetos, para todos os funcionários públicos, inclusive militares, congressistas, etc. Reforma, sim, mas sem privilégios. É com tristeza que vejo as emissoras de TV veiculando esta propaganda enganosa. Concordo com a leitora sra. Sueli Caramello Uliano, que disse recentemente que esta situação beneficia “Lula 2018”. Nota: média de aposentadoria do setor privado, R$ 1.200,00; dos servidores civis, R$ 7.500,00; e dos militares, R$ 9.500,00. Pasmem!

Maria I. Stucchi Pedott isabel.pedott@gmail.com

São Paulo

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‘CONTA SIMPLES’

Neste espaço, em 29 de janeiro de 2003, foi publicada esta “Conta simples” de Manuel Cândido Galvão de França (contador, falecido em 2009): “O problema da Previdência pode ser resolvido como um problema de matemática. Não é necessário cortar direitos adquiridos, mas sim estender esses direitos a todos os contribuintes do setor privado, bastando algumas medidas. Deve ser estabelecida a idade mínima de 65 anos, tempo de contribuição de 40 anos, alíquota de contribuição de 20%, taxa de administração de 2%, contribuição patronal de 0% e pensão concedida apenas para deficientes e filhos menores. Para quem já está no sistema, aplica-se a correção monetária para as contribuições passadas, que, somando-se às contribuições futuras, darão o valor da aposentadoria, quando atingir a idade mínima e o tempo de contribuição”.

Maria Toledo Arruda G. de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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DIFERENCIAL PARA OS AGENTES

As pessoas que estão criticando os agentes penitenciários nunca entraram num presídio nem sabem como nós trabalhamos lá dentro. Não sabem que fazemos revistas nas celas, nos vasos sanitários, nos esgotos, à procura de armas, drogas, celulares, etc., sem ter uma luva para colocar nas mãos. Que levamos doentes com tuberculose, aids, etc. para atendimento, sem termos uma máscara para colocar, porque o Estado não disponibiliza tal equipamento em quantidade suficiente. Não sabem que trabalhamos no regime de 12 x 36 horas e que em nossos plantões estamos sempre na ponta da faca, pois trabalhamos muitas vezes com dois funcionários num pavilhão que tem 300, 400 ou 500 presos, como na maioria dos presídios. Tentem, primeiro, saber das nossas condições de trabalho, e depois avaliem se temos ou não de ter aposentadoria especial. Não queremos nada mais do que merecemos.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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PENSÃO POR MORTE

Olhem a pérola que o relator da reforma da Previdência deputado Artur Maia criou e a comissão da Previdência aprovou no substitutivo à reforma que altera o art. 201 da Constituição, §17, inciso III, e §18, que diz o seguinte: “III – de pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro e de aposentadoria no âmbito do regime geral de previdência social, ou entre o regime geral de previdência social e o regime de previdência de que trata o art. 40, cujo valor total supere dois salários mínimos.” §18: “Na hipótese dos incisos II e III do § 17, é assegurado direito de opção por apenas um dos benefícios, ficando suspenso o pagamento dos demais benefícios”. Tomemos o exemplo de dois casais de aposentados: João e Joana, cada um ganhando R$ 937,00, ou seja, 1 salário mínimo, perfazendo a renda familiar de R$ 1.874,00; e Mario e Maria, cada um ganhando R$ 1.200,00, perfazendo a renda familiar de R$ 2.400,00. Ao morrerem João e Mario, Joana ficará com sua aposentadoria de R$ 937,00 e mais uma pensão de R$ 937,00, perfazendo a renda familiar de R$ 1.874,00, entretanto Maria ficaria apenas com sua aposentadoria de R$ 1.200,00, passando a sua renda familiar a ser bem menor que a de Joana. Total inversão de valores. Incrível que isso tenha passado por tantas mentes ilustradas que governam nosso país.

Rogério Salgado Bauer rsbauer@globo.com

Cabo Frio (RJ)

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NO CONGRESSO

“Governo intensificará negociação para evitar que senadores alterem reforma da Previdência.” O título correto dessa notícia seria: “Governo começa a comprar votos no Senado com dinheiro dos contribuintes do INSS”.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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A IGREJA E A REFORMA

Achei muito estranho que a Igreja Católica esteja fazendo campanha contra a reforma da Previdência. Tudo o que tenho lido mostra que são as corporações de funcionários públicos os principais causadores do rombo que está levando os governos federal, estaduais e municipais à bancarrota, porque se aposentam com 50 anos e ganham demais. E agora me sai a Igreja para dizer que o projeto prejudica os pobres? Trata-se de ignorância ou má-fé?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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