França diz que 'líderes terroristas' morreram no Mali

O presidente francês, François Hollande, disse nesta quarta-feira que uma campanha militar contra rebeldes islamistas no Mali matou "líderes terroristas", sem esclarecer se ele estava se referindo a dois comandantes da Al Qaeda cujas mortes foram divulgadas na semana passada.

Reuters

06 de março de 2013 | 15h52

Hollande acrescentou que os cerca de 4.000 soldados franceses no país da África Ocidental, que participam de uma operação de oito semanas, começarão a ser retirados em abril --um mês depois do planejado--, quando uma força de coalizão africana apoiada pela ONU os substituirá.

"Lançamos uma ofensiva em duas direções, a primeira no alcance da montanha Ifoghas, e ali tivemos sucessos que serão confirmados nos próximos dias, incluindo a morte de líderes terroristas", disse Hollande em uma coletiva de imprensa em Varsóvia, onde ele participava de um evento de líderes regionais.

O Chade disse que seus soldados, que lutam junto com os franceses, mataram dois comandantes importantes do braço norte-africano da Al Qaeda, Abdelhamid Abou Zeid e Mokhtar Belmokhtar, mas até agora a França disse que não podia confirmar os relatos.

A guerra contra rebeldes islamistas no norte do Mali custou a vida de um quarto soldado francês, nesta quarta-feira.

Cerca de 30 militantes também foram mortos na luta, depois que soldados malineses, apoiados por caças Mirage e helicópteros franceses, retaliaram, disse o porta-voz do Exército francês, coronel Thierry Burkhard, a repórteres.

(Reportagem de Jean-Baptiste Vey, Julien Ponthus e Tiemoko Diallo)

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