França tentará resgatar corpos de vítimas do voo AF447, diz FAB

A França tentará resgatar os corpos das vítimas do acidente com o avião da Air France que caiu no oceano Atlântico após decolar do Brasil em 2009, matando 228 pessoas, informou a Força Aérea Brasileira (FAB) na terça-feira.

REUTERS

19 de abril de 2011 | 17h25

A tentativa de resgate será feita na mesma missão destinada a recuperar partes do avião acidentado e que será iniciada nesta semana, informou a FAB em nota.

As causas do acidente ainda não foram identificadas, mas um relatório informou ser impossível determinar o motivo claro para a queda do avião sem os dados das caixas-pretas.

"O clima é de otimismo quanto à localização das caixas-pretas", disse o coronel Luís Cláudio Lupoli, segundo comunicado da FAB.

Ele viajará a Paris, de onde embarcará para Dacar, no Senegal, para participar da quinta fase das buscas, que terá o auxílio de um navio.

Na semana passada, a associação dos familiares das vítimas do acidente anunciou a localização da cauda da aeronave, parte do avião onde estariam as caixas-pretas.

Segundo a FAB, mesmo que as caixas-pretas não possam ser resgatadas, a missão tentará recuperar outros destroços que possam ajudar na investigação do acidente.

O voo AF447 da Air France, operado por um Airbus 330-203, caiu em águas internacionais, perto da costa brasileira, quando seguia do Rio de Janeiro para Paris na noite de 31 de maio a 1o de junho de 2009, sem deixar sobreviventes.

CRÍTICAS

O coronel Lupoli também rebateu as críticas quanto à participação brasileira na investigação do acidente, a cargo do BEA, órgão de investigações e análises da França.

O grupo que reúne os familiares das vítimas defende que, uma vez resgatadas, as caixas-pretas sejam examinadas em um país neutro, como os Estados Unidos.

Mas, de acordo com tratados internacionais, no caso de acidentes ocorridos em águas internacionais, a responsabilidade de investigação das causas cabe ao país de procedência da aeronave, podendo contar com a colaboração de outros países.

"Tenho participado dos trabalhos realizados pelo BEA e tudo está em conformidade com o que é preconizado pelos órgãos da aviação civil internacional", disse Lupoli.

Segundo ele, a comissão de investigação é composta também por Brasil, EUA, Alemanha e Inglaterra e outros 12 países que atuam como observadores.

(Por Hugo Bachega)

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