Frota de SP terá chip já em 2011

Moraes anuncia licitação para 2010; sistema cobra pedágio em Londres, mas Kassab nega tarifação na capital

Ana Bizzotto e Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

Os motoristas de São Paulo devem se preparar para ter seus veículos monitorados já em 2011. Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, a licitação do chip veicular será realizada em 2010, e a ideia é que ele esteja implantado já no licenciamento do ano seguinte, sem custos para os usuários.

"O custo dessa implantação será incluído na licitação", garantiu ontem Moraes. "Vamos readequar os estudos que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) já vem fazendo com a nova tecnologia, e a partir disso verificar qual o melhor modelo a ser licitado", disse o secretário, sem dar mais detalhes de como o chip será instalado nos carros já em circulação.

Questionado sobre o pedágio urbano, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) voltou a afirmar que ele não será implantado na capital. "Para as cidades que quiserem implantar, é evidente que essa tecnologia pode ser usada. Vários municípios do mundo têm pedágio urbano. São Paulo não terá", declarou.

Para Kassab, o monitoramento vai aumentar a segurança, "podendo facilitar a identificação dos carros roubados".

"Se hoje temos 8,5% das vias monitoradas, vamos ter quase 100%. Não haverá instalação de mais radares. A CET vai poder parar apenas carros irregulares e, com isso, possibilitar que as blitze não tenham impacto muito grande na fluidez do trânsito", explicou Moraes. Ele disse ainda que o sistema terá "garantia total" de inviolabilidade da intimidade das pessoas.

OUTROS PAÍSES

No Chile, a tecnologia de chip é usada para cobrança de pedágio nas estradas, como já existe em São Paulo, com o Sem Parar. Em Londres, ela garante a cobrança de pedágio urbano. O sistema londrino de arrecadação veicular, no entanto, é criticado. "Houve melhoria no trânsito, mas não o esperado", explicou o consultor em trânsito Alexandre Zum Winkel.

Outras funções incentivam o uso do sistema, como o controle de segurança na capital inglesa. A polícia - preocupada com terrorismo - é capaz de identificar veículos que não são londrinos.

Também é possível medir o fluxo de veículos e criar dados geográficos, o que possibilita dar mais eficiência à operação dos ônibus. Esse controle inteligente de tráfego também é feito em Paris, Barcelona, Seul e Oslo, entre outras cidades.

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