Goldman Sachs diz que real é a moeda mais sobrevalorizada

O real se converteu na moeda mais sobrevalorizada do mundo devido a uma crescente "muralha de dinheiro" que tem compensando os esforços do governo para conter a valorização, afirmou na quarta-feira o banco Goldman Sachs.

REUTERS

26 de novembro de 2009 | 07h52

Os investimentos líquidos de portfólio mensais atingiram a assombrosa cifra de 17,6 bilhões de dólares em outubro, saltando do intervalo de entre 6 bilhões e 8 bilhões de dólares registrado desde março, quando os mercados financeiros começaram a se recuperar, afirmou a instituição.

Em 2007 e 2008, antes da crise do Lehman Brothers, o país atraía cerca de 3,3 bilhões de dólares em investimentos mensais.

O Brasil estabeleceu um imposto financeiro de 2 por cento sobre os investimentos estrangeiros em ações e renda fixa e um imposto de 1,5 por cento sobre as operações realizadas com ADR de empresas brasileiras.

Embora os impostos inicialmente ajudaram a estabilizar os investimentos, "há indicações de que as pressões de valorização estão em alta de novo", disse o economista da Goldman Sachs Thomas Stolper em um relatório.

"Isso incrementa a pressão para implementar uma mescla de políticas mais coerentes ou, alternativamente, existe um risco crescente de que medidas adicionais têm de ser implementadas para frear os ingressos de capital", acrescentou.

(Reportagem de Walter Brandimarte)

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