Governo lança portal com material científico

Iniciativa dos Ministérios da Educação e da Saúde possibilitará a profissionais de saúde acessar publicações

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2012 | 03h03

Profissionais de saúde com registro profissional podem agora acessar publicações científicas em um portal lançado ontem pelos Ministérios da Saúde e da Educação e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A expectativa é de que 1,8 milhão de médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais possam consultar pesquisas, artigos e usar ferramentas para análises estatísticas.

Batizado de Saúde Baseada em Evidências, o portal usa a base de dados do Portal de Periódicos, da Capes. Foram investidos R$ 10 milhões na iniciativa.

"Podem dizer que é caro. Mas muito mais caro é ter um povo que não tem acesso à saúde de qualidade", afirmou ontem o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O ministro afirmou que está em andamento um plano para criar novos cursos de Medicina em universidades públicas. Não está definido o número de vagas que seria aberto.

"Vamos evitar a canibalização, respeitar a proporção de que, para cada vaga aberta, haja a oferta de pelo menos cinco leitos do SUS (Sistema Único de Saúde) para atendimento na região", disse.

Mais médicos. As pastas de Saúde e Educação vêm trabalhando para aumentar a oferta de profissionais de Medicina no País, a pedido da presidente Dilma Rousseff. A ideia é aumentar relação de médicos disponíveis para população e traçar estratégias para fixar esses profissionais em áreas onde o acesso é mais difícil.

O ministro da Saúde afirmou que a medida deverá a ajudar a preencher uma lacuna no SUS, que é a formação do profissional de saúde e o aperfeiçoamento profissional. Ele acredita que a nova ferramenta ajudará a tornar mais ágil o atendimento nos serviços.

Foram selecionados para fazer parte do portal sete bases de dados, como ProQuest Hospital Collection e Micromedex. A seleção foi feita a com base em levantamentos feitos por especialistas sobre os temas mais relevantes.

As consultas serão mapeadas para acompanhar os assuntos mais procurados. "Vamos saber quem acessou e qual foi a ferramenta mais usada", afirmou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales.

Conselhos profissionais enviaram para o ministério da Saúde dados de 900 mil associados que já tiveram parte de seu registro preenchido.

"Ele poderá ser acionado tanto por profissionais da rede pública quanto da rede privada", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.