Governo tem até R$ 14 bilhões para negociar com servidores-fonte

O governo deve apresentar nos próximos dias propostas de reajustes salariais aos servidores públicos que somam entre 12 bilhões de reais e 14 bilhões de reais, segundo disse à Reuters uma alta fonte do governo envolvida das negociações.

Reuters

15 de agosto de 2012 | 17h59

Esse valor inclui as propostas já apresentadas pelo governo para os servidores da educação e os técnicos administrativos, cujo os reajustes podem consumir cerca de 6 bilhões de reais do orçamento de 2013, segundo essa fonte que pediu para não ter seu nome revelado.

Mas esse valor de 6 bilhões de reais pode aumentar, porque nesta quarta-feira o governo pretende apresentar uma nova proposta aos técnicos administrativos das universidades federais, segundo disse à Reuters uma fonte do Ministério do Planejamento.

De acordo com cálculos dos sindicalistas, para atender minimamente as reivindicações de todas as categorias seriam necessários entre 18 bilhões e 20 bilhões de reais.

O Ministério do Planejamento comanda as negociações com os sindicalistas até o dia 31, quando terá que enviar ao Congresso o projeto de Lei Orçamentária prevendo quais categorias terão aumento salarial.

As primeiras reuniões da mesa permanente de negociação ocorreram na terça-feira. A expectativa do Executivo é que a pressão dos servidores em greve aumente nas próximas semanas, porque essa é a única oportunidade que as categorias têm para garantir reajustes para o ano que vem.

Nesta quarta-feira, milhares de servidores federais em greve marcharam pela Esplanada dos Ministérios, na região central de Brasília, segundo informações da Agência Brasil.

A disposição do governo continua sendo de conceder reajustes diferenciados apenas para os professores e os militares e apresentar algumas propostas pontuais de aumento para servidores de nível médio e aqueles que têm menores remunerações, segundo fontes do governo.

Nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff voltou a dizer que a prioridade do governo é garantir o emprego "daqueles que não têm estabilidade". Ou seja, os trabalhadores da iniciativa privada.

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, afirmou que ouviu do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que o governo está disposto a negociar com todas as categorias dos servidores.

"A proposta seria de manter o poder aquisitivo dos servidores para os próximos anos", disse Nobre.

(Por Jeferson Ribeiro)

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