Grã-Bretanha e entidade médica oferecem US$10 mi por pesquisa sobre Ebola

O governo britânico e a entidade médica Wellcome Trust fizeram um chamado de emergência para pesquisas que ajudem a combater o pior surto de Ebola do mundo na África Ocidental, oferecendo 6,5 milhões de libras, ou 10,8 milhões de dólares.

REUTERS

20 Agosto 2014 | 22h07

Equipes de especialistas de todo o mundo estão convidados a apresentar propostas de pesquisa até 8 de setembro para iniciativas que possam investigar rapidamente novas abordagens para o tratamento, prevenção e contenção da doença.

"A gravidade da epidemia de Ebola na África Ocidental exige uma resposta urgente, e acreditamos que a pesquisa rápida sobre intervenções humanitárias e terapêuticas possa ter um impacto no tratamento e contenção durante o surto atual", disse o diretor da Wellcome, Jeremy Farrar, em um comunicado.

A Wellcome também anunciou um investimento de longo prazo em ciência africana no valor de 40 milhões de libras.

Não há tratamentos ou vacinas comprovadas para o Ebola, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem apoiado o uso de produtos não testados e aguarda uma melhoria no abastecimento de medicamentos experimentais até o fim do ano.

Cientistas britânicos disseram anteriormente que até 30 mil pessoas precisariam de tais tratamentos ou vacinas no atual surto, que já matou mais de 1.300 pessoas.

(Reportagem de Ben Hirschler)

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