Greve em Santos paralisa operações de 20 navios

Uma greve dos estivadores do porto de Santos, o maior do Brasil, paralisa as operações de embarque e desembarque em 20 dos 29 navios atracados, informou a assessoria de imprensa da administração portuária.

REUTERS

30 Maio 2012 | 12h59

A greve, que começou na noite de terça-feira, não afeta a movimentação de produtos líquidos, cujo transporte para o navio ocorre por dutos.

No entanto, operações que exigem trabalhadores, como o transporte de contêineres, estão paralisadas em sua maioria.

Cinco dos navios atracados são de granéis líquidos, em berços com operações ocorrendo normalmente. Estão sendo embarcados também um navio com açúcar a granel, um com celulose, um de soja e um com contêineres, segundo a assessoria, que não tinha informação sobre como a movimentação ocorre neste último caso.

A greve ocorre por conta de uma discussão em torno de uma exigência do Ministério Público para que haja um maior intervalo entre os turnos trabalhados pelos estivadores.

Operações com café e açúcar ensacado, que é transportado em contêiner, estão sendo afetadas.

O volume de açúcar em ensacado movimentado no porto é relativamente bem menor na comparação com o açúcar a granel, que responde pela grande maioria das operações do principal canal para escoamento da commodity do Brasil.

O Brasil é o maior exportador global de café e açúcar.

Não havia um representante do Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto Organizado de Santos (Ogmo) imediatamente disponível para comentar o assunto. Um nota no site da entidade, datada de 23 de maio, afirma que o Ogmo procederá o ajustamento da determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região, após pedido do Ministério Público.

A exigência do Ministério Público, embora possa ser salutar para o trabalhador, deve pesar em seu bolso, uma vez que trabalhará menos, segundo um consultor que atua no porto.

Segundo o jornal A Tribuna, de Santos, 7 mil trabalhadores participam da greve, que não tem prazo para acabar, de acordo com o diário.

De acordo com a assessoria do porto, embora as operações com contêineres sejam as mais prejudicadas, o embarque de commodities, como soja, milho e açúcar, também pode ser afetado em algum momento.

Isso porque, ao final do embarque, é necessário um trabalhador para nivelar a carga embarcada.

A maior parte do processo de embarque de granéis é automatizado, com esteiras e carregadores mecânicos.

(Por Roberto Samora)

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