Homem que matou dois policiais tinha fugido da cadeia em SP

William Ferreria da Silva, de 29 anos, fugiu da cadeia há quatro meses; ele cumpre pena de 7 anos por assasinato

Da Redação, Agência Estado

29 Janeiro 2009 | 08h49

Willian Ferreira da Silva, de 29 anos, que matou dois policiais, roubou uma viatura da Polícia Rodoviária, foi perseguido pelo helicóptero Águia da PM, tentou assaltar uma advogada e fez uma grávida refém, era foragido da polícia. Willian era foragido há quatro meses da Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba, onde cumpria pena de sete anos por latrocínio - há dois anos, ele matou uma comerciante durante assalto em São José dos Campos.   Na quarta, ele estava com duas armas: uma pistola .380, que havia tirado do PM Atanázio, assassinado na igreja, e um revólver calibre 38, com a sigla DER (Departamento de Estradas de Rodagem), o que levantou a suspeita de que ele teria assassinado o policial rodoviário em Jundiaí. Questionado pelo delegado Osmar de Oliveira, Willian acabou confessando os crimes. "Ele disse tudo friamente, não se abalou. É um homem perigoso e calculista."   William foi preso no fim da manhã da quarta-feira, 28. A sequência de crimes começou na manhã do dia 22, quando Willian roubou uma Toyota Hylux de um engenheiro da Embraer, em São José dos Campos. Às 19h40 de terça, o criminoso se envolveu em um acidente com outros três veículos, no km 51 da Rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí. O policial rodoviário Erivelton Augusto Zanatelli, de 30 anos, estava sozinho quando parou para prestar socorro.   Abordado pelo policial rodoviário, Willian disparou, à queima-roupa, e atingiu Zanatelli no rosto, no pescoço e nos braços. Uma bala se alojou em seu colete. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Willian então fugiu com a viatura do policial e abandonou o carro no km 58 da Rodovia dos Bandeirantes. O helicóptero Águia foi acionado para tentar localizá-lo, sem sucesso. Ali, o criminoso pegou uma carona até São Paulo, onde tomou um ônibus para São José dos Campos.   Igreja   Ele chegou à cidade por volta das 8 horas de ontem e tentou assaltar uma casa no Jardim Esplanada. Ao ver uma mulher - segundo a PM, uma advogada - saindo de casa em um carro, anunciou o assalto e a fez refém. A mulher tentou acalmar o bandido e o conduziu até a Igreja Universal do Reino de Deus, no centro da cidade.   Algumas pessoas dentro da igreja perceberam o comportamento estranho de Willian. Foi então que o sargento Francisco José Atanázio se aproximou, à paisana, do ladrão para perguntar o que ele fazia ali. "Nesse momento, Willian perguntou se ele era policial e o sargento balançou a cabeça em sinal de positivo. Não teve tempo de reagir, levou um tiro à queima-roupa", disse o delegado Osmar Henrique de Oliveira, responsável pelas investigações. O policial, de 42 anos, chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo em seguida. Ele estava na corporação desde 1986.   Rapidamente Willian conseguiu fugir da igreja com a arma em punho, fazendo ameaças a quem tentasse detê-lo. Correndo pela rua, decidiu entrar em uma casa. Arrombou a porta com um pontapé e invadiu o quarto da grávida Juliana Medeiros de Carvalho, de 25 anos, que dormia naquele momento. Em perseguição, os policiais chegaram à casa e cercaram o local. Começaram então as negociações para que ele libertasse a vítima.   Juliana também tentava tranquilizar o sequestrador, que fazia ameaças o tempo todo. "Pedia para que ele não me matasse, contei que estava grávida e perguntei se ele tinha filhos." Willian acabou dormindo num colchão na sala da casa, oportunidade em que Juliana fugiu. Meia hora depois, a polícia entrou na casa e fez a prisão.   (Com informações de Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo.)

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