Indústria brasileira tem pior resultado desde abril

A produção da indústria brasileira teve em setembro uma performance abaixo da esperada, a pior desde abril na comparação anual, com queda na maioria dos setores.

REUTERS

01 de novembro de 2011 | 09h39

A atividade recuou 2 por cento em setembro ante agosto e contraiu 1,6 por cento sobre igual mês de 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Analistas consultados pela Reuters projetavam queda mês a mês de 1,3 por cento --com faixa de previsões de recuo de 0,20 a 1,70 por cento-- e recuo anual de 1 por cento --com respostas entre baixa de 1,50 por cento a alta de 1,50 por cento.

O dado de agosto sobre julho foi revisto de declínio preliminar de 0,2 por cento a 0,1 por cento.

Em setembro sobre agosto, a queda foi generalizada, segundo o IBGE, atingindo 16 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Veículos automotores (-11 por cento), que foi impactado em grande parte por férias coletivas.

Outras quedas importantes foram de Produtos do fumo (-30,6 por cento), Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6 por cento) e Máquinas e equipamentos (-4,1 por cento).

Entre as categorias de uso, houve queda da atividade em bens de consumo duráveis (-9 por cento), bens de capital (-5,5 por cento) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,3 por cento). A de bens intermediários ficou estável.

Na comparação anual, 14 dos 27 setores tiveram recuo da produção, sendo as maiores influências negativas sobre o índice geral as quedas de Veículos automotores (-6,4 por cento), Farmacêutica (-14,8 por cento) e Têxtil (-16,7 por cento).

Nas categorias de uso, a maior redução foi de bens de consumo duráveis, de 9,5 por cento, puxada pela produção de automóveis.

Houve queda também em bens de consumo semi e não duráveis (-2,3 por cento). Já os segmentos de bens intermediários e de bens de capital tiveram variação positiva, de, respectivamente, 0,3 e 0,2 por cento.

No ano até setembro, a produção industrial acumulou alta de 1,1 por cento e nos últimos 12 meses, de 1,6 por cento.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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