Investidores discutem confisco de ativos

Investidores globais discutiram ontem um possível calote sobre os US$ 3,52 bilhões em bônus da Nakheel e consideraram um processo contra a debilitada empresa do setor imobiliário e o confisco de alguns ativos de sua controladora, a Dubai World. O governo de Dubai controla totalmente a Dubai World.

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, DUBAI, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

Uma teleconferência de investidores foi organizada por detentores de bônus depois do anúncio feito ontem pela Dubai World, no qual a companhia pediu uma "paralisação" no pagamento de suas dívidas até, ao menos, maio de 2010, enquanto o grupo implementa uma dramática reestruturação.

Os investidores se mostraram céticos em relação à possível reestruturação da Dubai World. Um deles destacou que tal movimento demoraria anos e descreveu o plano como "águas desconhecidas".

Outros detentores de bônus pareceram determinados a ir atrás dos ativos da Dubai World caso as discussões sobre a reestruturação da dívida da Nakheel "não sigam bem".

Um processo contra a companhia e contra o governo de Dubai foi discutido na teleconferência, mas alguns investidores concordaram que seria impossível abrir o processo nos Emirados Árabes Unidos.

PREÇOS

Dubai é um dos sete Emirados semiautônomos que formam os Emirados Árabes Unidos. Os investidores encerraram a conversa concordando em marcar outra teleconferência, em uma data que ainda será definida.

Os US$ 3,52 bilhões em bônus islâmicos (sukuk) da Nakheel vencem em 14 de dezembro deste ano. A empresa foi prejudicada pela crise financeira global, durante o último ano, depois que os preços das propriedades caíram quase 50% em comparação com os níveis de pico, de acordo com estimativas.

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