Líder de Hong Kong promete que irá permanecer no cargo, em resposta a protestos

O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, prometeu neste domingo que irá permanecer no cargo, alertando os estudantes que pedem a sua renúncia que o movimento pró-democracia deles está fora decontrole.

DONNY KWOK E JAMES POMFRET, REUTERS

12 de outubro de 2014 | 11h06

Leung afirmou que o bloqueio a regiões chaves do centro financeiro asiático, entrando na sua terceira semana, não pode continuar indefinidamente.

Falando durante uma entrevista a uma TV local, Leung declarou que o seu governo vai continuar tentando o diálogo com os líderes dos estudantes, mas que não descarta o uso de uma “força mínima” para desbloquear a área.

As últimas semanas “provaram que um movimento de massa é algo fácil de começar, mas difícil de terminar”, disse ele.

“Ninguém pode dar ritmo e direção a esse movimento. Ele é agora um movimento que perdeu controle.”

Leung também afirmou que não há chances de os líderes chineses mudarem a decisão de limitar a democracia em Hong Kong.

Foi prometida à ex-colônia britânica que as suas liberdades seriam protegidas, quando o Reino Unido devolveu a região para a China há 17 anos.

Um jornal oficial de Pequim descreveu o movimento em Hong Kong como uma “agitação” num editorial de primeira página neste sábado, uma linguagem que, segundo analistas, mostra o crescente desconforto entre os líderes chineses.

Cerca de 200 barracas de manifestantes ocupam as ruas que levam ao centro financeiro de Hong Kong. Eles tocam violão, jogam cartas, estudam e leem.

Recados, sinais e cartazes de protesto decoram muros e calçadas. Muitos visitantes estiveram no local neste domingo.

“As pessoas aqui compartilham o mesmo objetivo. Lutamos por um futuro melhor. É como uma utopia aqui”, disse Maggie Cheung, uma professora de 27 anos.

Nem todos estão satisfeitos com o clima festivo. Trabalhadores em construção e motoristas querem o fim das barricadas que prejudicam o seu trabalho.

"Democracia é muito importante, mas a sobrevivência das pessoas também”, disse o taxista Chan Tak-keung.

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