Mamógrafos terão qualidade aferida

Ministro da Saúde diz que consulta pública sobre regulamentação ficará aberta durante 20 dias

LÍGIA FORMENTI , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2011 | 03h02

Os mamógrafos do País terão de passar por controle de qualidade. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que uma regulamentação sobre o assunto deverá ficar aberta em consulta pública por 20 dias. "Atualmente, esse controle não é feito", disse.

O texto com as novas regras foi preparado por um comitê de especialistas e por representantes dos conselhos de secretários estaduais e municipais de Saúde. As novas regras integram um pacote de medidas que o governo estuda para melhorar o acesso a serviços de diagnóstico.

Auditoria feita neste ano revelou que 15% dos mamógrafos do Sistema Único de Saúde estavam sem uso. Dos equipamentos em funcionamento, 44% estavam concentrados no Sudeste. Dos 1.514 aparelhos existentes, 419 estavam quebrados, atuando com baixa produtividade ou com defeitos.

O diagnóstico precoce do câncer de mama é considerado essencial para o sucesso do tratamento. A recomendação é de que mulheres a partir dos 50 anos realizem o exame a cada dois anos. Algo difícil de ser atendido por todas as mulheres que recorrem ao sistema público de saúde.

Letalidade. O câncer de mama é o segundo em incidência entre mulheres. As taxas de mortalidade são elevadas: 40% - um porcentual atribuído principalmente ao diagnóstico tardio da doença no País. "Temos muito o que melhorar", afirmou Padilha.

Para facilitar o acesso das mulheres a exames, o governo está orientando Estados a melhorar os serviços de manutenção dos aparelhos. "Esse trabalho tem de ser permanente", disse o ministro.

O governo também quer incentivar cursos de capacitação de técnicos - que, segundo o ministro, são parte importante na qualidade do resultado do exame. "Quando a paciente não é posicionada de forma adequada, a nitidez do exame é prejudicada", ressaltou Padilha.

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