Mancha de óleo reduz, mas deve chegar à praia

Área atingida passa de 12 para 2 km2 nos últimos dias; logo após acidente chegou a atingir 163 km2

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2011 | 03h01

A mancha de óleo na Bacia de Campos foi reduzida de 12 km2 para 2 km2 entre sexta e segunda-feira, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A extensão foi estimada em sobrevoo feito por técnicos do órgão regulador, do Ibama e da Marinha.

Nos primeiros dias, a mancha chegou a atingir 163 km2. Segundo a empresa, o volume de óleo que está na superfície hoje equivale a 10 barris (1.590 litros).

A redução da mancha não tranquiliza o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. Em conversas com técnicos do Ibama e do Instituto Estadual do Ambiente, ele foi informado de que o óleo pode atingir as praias. "Mais de dois terços do óleo não aflorou ainda. Está na coluna d'água. Isso vai empelotar e as bolas de piche aparecerão em Arraial do Cabo, Angras dos Reis, Ubatuba. Pode acontecer daqui a duas semanas ou um mês."

O biólogo Salvatore Siciliano, do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Fundação Oswaldo Cruz, confirma que as pelotas devem chegar às praias, mas não há como fazer previsão, pois dependerá dos ventos e das correntes marítimas.

O defensor público da União André Ordacgy abriu ontem procedimento administrativo para que a Chevron pague uma indenização por danos ambientais. O valor ainda será arbitrado por peritos, após o cálculo do impacto do vazamento. O dinheiro será depositado no fundo federal de direitos difusos, em favor de causas ambientais. A ideia é que a Chevron assine um Termo de Ajustamento de Conduta, o que dispensaria a abertura de uma ação civil pública. Em outra frente, o defensor cobrou do Ministério do Meio Ambiente a elaboração do Plano de Contingência Nacional e fixou o prazo de 90 dias para que ele esteja pronto.

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