Menina paquistanesa atacada pelo Taliban começa em escola inglesa

A paquistanesa Malala Yousufzai, de 15 anos, que ficou mundialmente conhecida ao ser baleada pelo Taliban por causa da sua campanha pela educação para meninas, voltou nesta terça-feira à escola na Grã-Bretanha, onde se recuperou dos ferimentos.

Reuters

19 de março de 2013 | 19h30

Malala, de 15 anos, se tornou nos últimos meses um símbolo da resistência aos esforços do Taliban para privar as mulheres dos seus direitos e está entre os indicados para o Nobel da Paz deste ano.

Ela descreveu sua volta à escola como o dia mais importante da sua vida.

"Estou animada hoje que realizei meu sonho de voltar à escola. Quero que todas as meninas do mundo tenham essa oportunidade básica", disse ela em nota.

Acompanhada do pai, Malala chegou com uma mochila rosa ao Colégio Edgbaston para Meninas, em Birmingham, perto do hospital onde ela passou no mês passado por uma cirurgia de reconstrução do crânio.

"Sinto muita saudade das minhas colegas do Paquistão, mas estou ansiosa por conhecer meus professores e fazer novas amigas aqui em Birmingham", disse ela.

Em outubro, Malala foi atingida na cabeça à queima-roupa por pistoleiros do Taliban. Ela foi transferida para a Grã-Bretanha e deixou o hospital em fevereiro, após receber uma placa de titânio em partes do crânio e um implante coclear para ajudá-la a recuperar a audição no ouvido esquerdo.

(Reportagem de Michael Holden)

Tudo o que sabemos sobre:
GBMALALAESCOLA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.