MG e SP aderem ao PAC da Educação após dez meses

Os governos de São Paulo e Minas Gerais decidiram, depois de quase dez meses, aderir ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o chamado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Educação. Os dois Estados - governados pelos tucanos José Serra e Aécio Neves - foram os últimos a anunciar a adesão, que prevê metas e diretrizes a serem cumpridas, mas também recursos federais extras a serem investidos em áreas mais problemáticas. Na noite de ontem, durante a entrega dos prêmios da Olimpíada de Matemática, no Rio de Janeiro, Aécio e Serra procuraram o ministro da Educação, Fernando Haddad, para informarem a decisão de aderir. Até agora, tanto São Paulo quanto Minas Gerais haviam resistido à adesão. Os dois governos alegavam não necessitar de ajuda, já que seus sistemas estaduais de educação estariam entre os melhores do País e por terem seus próprios programas de aferição de resultados. O PDE estabelece metas para os resultados de Estados e municípios do Sistema de Avaliação da Educação Básica e na Prova Brasil - os dois testes nacionais de resultados para alunos até o 3º ano do ensino médio - de diminuição da repetência e do abandono escolar e de alfabetização das crianças até 8 anos. A meta nacional é alcançar um Índice de Desenvolvimento Educacional (Ideb) 6 até 2022. Se continuarem no ritmo atual, Minas, com 4,7 pontos, e São Paulo, 4,5 pontos, alcançariam a nota em 2017. Com investimentos específicos, podem acelerar o processo.

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