Ministro de Aviação Civil diz ser 'absurdo' afirmar que governo não gosta do capital privado

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, rebateu nesta terça-feira críticas que vêm surgindo com a aproximação das eleições de que o atual governo federal não gosta do capital privado.

REUTERS

16 Setembro 2014 | 11h59

"É um absurdo dizer que não gostamos do capital privado. Esse governo foi o que mais fez concessões (...) Como ele pode ter uma atitude preconceituosa com o capital privado?", disse Moreira Franco durante cerimônia de assinatura de acordo coletivo da Infraero com o sindicato dos aeroportuários.

Franco citou o caso da concessão dos aeroportos, como Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Confins (MG) e Brasília (DF), e disse que o processo de transferência desses ativos à iniciativa privada foi bem sucedido, mas sem acabar com direitos e garantias.

"O Estado precisa ter um corpo de servidores suficiente para atender de forma eficiente a população", disse.

O acordo assinado nesta terça estende para os funcionários da Infraero em Galeão e Confins as mesmas garantias dadas aos funcionários de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

Além disso, foi prorrogado de 2018 para 2020, para todos os funcionários da Infraero nesses aeroportos, o acordo que prevê que somente até sete demissões podem ocorrer por ano sem justa causa.

A Infraero permanece como sócia minoritária, com 49 por cento de participação, dos aeroportos concedidos à iniciativa privada.

(Por Leonardo Goy)

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