Não sabia que tinha sido baleado, diz atleta na Volta da França

O ciclista neo-zelandês Julian Dean não sabia que havia levado um tiro durante a etapa de sexta-feira da Volta da França, pensando, na verdade, que havia sido atingido por alguma pedra.

REUTERS

19 Julho 2009 | 12h02

Dean foi atingido no dedo indicador e o espanhol Oscar Freire na coxa direita por uma pequena bala na 13a etapa de Vittel a Colmar. Posteriormente, policiais disseram que eles foram alvejados por uma arma de pressão e que a polícia estava à procura de dois adolescentes.

"O incidente não foi tão grave quanto pareceu", escreveu Dean em sua coluna no jornal New Zealand's Star Times. "Na hora, não percebi o que tinha acontecido; pensei que tivesse sido uma pedra que espirrou da estrada e acertou meu dedo."

"Foi apenas quando estava conversando com Oscar Freire um pouco mais abaixo na estrada e ele disse que tinha levado um tiro na perna que eu percebi o que havia acontecido."

"Nenhum de nós foi seriamente machucado e continuamos pedalando. Oscar teve um pedaço de metal tirado de sua perna ao final da etapa."

Dean contou que a preocupação era que os espectadores pudessem levar uma arma tão perto do pelotão de ciclistas, mas que não estava surpreso com a proximidade do público ao longo dos percursos da Volta.

"É realmente preocupante que alguém chegue tão perto da gente com uma arma, mas dada a maneira como a Volta da França é disputada, com milhares de pessoas ficando livremente ao lado das estradas, é muito difícil para a segurança."

"Pode parecer estranho, mas para mim não foi um grande drama, eu certamente já sofri acidentes piores ao levar tombos em alta velocidade, mas há uma investigação em curso, o que espero seja a última desse tipo."

"Foi muita sorte que ninguém tenha sido atingido no rosto ou no olho." A polícia francesa abriu investigação sobre possível crime ou violência voluntária com arma de fogo, o que pode levar a três anos de prisão e multa de 45 mil euros.

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