No PR, cálculo renal terá análise mineralógica

Uma parceria entre o Centro de Pesquisas Nefrológicas, do Hospital de Clínicas de Curitiba, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o Departamento de Geologia da mesma instituição pode reduzir o sofrimento e baratear o tratamento de cálculo renal. O objetivo é utilizar técnicas e equipamentos do Laboratório de Análise de Minerais e Rochas (Lamir) para analisar as pedras retiradas dos pacientes, para ter uma noção exata de sua composição química e mineralógica.

EVANDRO FADEL / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h05

Segundo Maurício de Carvalho, professor da UFPR e nefrologista do HC, há histórico familiar em cerca de 40% dos que apresentam cálculo. Mas a dieta também deve ser considerada.

Ele salientou que há três etapas a serem consideradas pelos profissionais: tratamento da dor, que pode ser com remédios; diagnóstico da existência da pedra e o encaminhamento ao urologista para litotripsia (ondas de choque que quebram o cálculo) ou cirurgia, com técnicas minimamente invasivas.

A terceira etapa, a análise completa dos componentes da pedra, é, segundo o médico, a mais negligenciada. Normalmente é feita uma análise bioquímica urinária e sanguínea. Em alguns casos, são realizados exames com coletas de material por 24 horas.

Para Carvalho eles só abrem uma "janela" que não fornece uma visão integral das causas.

Entre as principais substâncias encontradas nos exames de urina e sangue estão creatinina, cálcio, ácido úrico, sódio, cloro, potássio, oxalato e citrato. "A maioria, entre 80% e 90%, é formada por cálcio normalmente ligado a oxalato", salientou. Segundo ele, o cálculo atinge cerca de 11% dos brasileiros. Se não houver alteração no modo de vida, metade dos que têm a pedra retirada enfrentarão o problema de novo em cerca de cinco anos.

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