No Rio, entidade cobra ações contra tiroteios na Maré

Após uma sequência de confrontos que começou no fim de semana e se estendeu até esta segunda-feira, 3, entre traficantes - e desses com soldados da Força de Pacificação que desde abril ocupa o complexo de favelas da Maré -, lideranças comunitárias da região criticaram a atuação das forças de segurança e cobraram mudanças na atitude das tropas.

FÁBIO GRELLET, Estadão Conteúdo

03 Novembro 2014 | 19h38

Em nota, o movimento "Maré Que Queremos", que reúne representantes das 16 associações de moradores da Maré, na zona norte do Rio, "lamenta que a ocupação da Maré por forças militares não esteja garantindo, como anunciado, a gradativa criação de condições para que o direito à segurança pública seja assegurado à população local".

"A Maré vive uma rotina de confrontos violentos entre vários grupos armados, dentre esses, os militares. Hoje, novos enfrentamentos resultaram em ao menos um morto e um ferido e deixaram acuados os moradores. Desde sexta-feira, há notícia de que outras três mortes teriam ocorrido na região", afirma a nota.

"Repetidos conflitos armados, além de práticas hostis de abordagem, têm mantido os moradores da Maré em situação de tensão e medo não muito diferente da que marcava o cotidiano antes da chegada dos militares ao território. Esperamos que as autoridades do setor revejam os procedimentos atuais", continua o texto.

O movimento conclui, em sua nota, que questionará "o posicionamento bélico que o Exército vem tendo, como forma de continuar a necessária discussão sobre qual deve ser a abordagem do Estado para garantir o direito a segurança pública em favelas e periferias." O "Maré Que Queremos", porém, ainda não definiu quais ações vai desenvolver para cobrar mudanças na atuação das forças de segurança na Maré.

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