Notas zero definem categoria romance no Jabuti

A nota de um dos três jurados do Prêmio Jabuti foi responsável pela definição do vencedor do melhor romance de 2011, Nihonjin, de Oscar Nakasato.

MARIA FERNANDA RODRIGUES, Agência Estado

19 de outubro de 2012 | 09h21

De identidade ainda desconhecida - seu nome só será divulgado na cerimônia em 28 de novembro -, o membro do júri distribuiu notas baixíssimas para concorrentes como Wilson Bueno, prêmio APCA de romance em 2011 por Mano, a Noite Está Velha, que era um dos finalistas do Jabuti, também tiveram notas baixíssimas.

Autora de mais de uma centena de livros e presidente da Academia Brasileira de Letras, a escritora carioca Ana Maria Machado, por exemplo, recebeu zero em dois critérios: construção de personagem e enredo.

"Dar um zero a uma autora já consagrada é pesado e exagerado, mas é um direito do jurado. As regras deste ano abriram margem para que uma nota tivesse peso decisivo e o jurado percebeu a influência da matemática", disse José Luiz Goldfarb, curador do tradicional prêmio.

Neste ano, os membros do júri puderam dar de 0 a 10 às obras concorrentes. Antes, a pontuação ia de 8 a 10 e era possível usar notas decimais, o que tornava a disputa mais equilibrada. Para a próxima edição, Goldfarb já pensa em mudanças - deve eliminar a nota mais baixa e incluir uma quarta pessoa na comissão formada, no caso da categoria romance, por jornalistas e críticos literários.

"Agora, não há o que fazer, porque o regulamento é claro e seu voto deve ser respeitado." Segundo o curador, o tal jurado já participou de outras edições do prêmio.

Em 2010, Nakasato, então professor de literatura do ensino médio em Apucarana (PR), tirou o romance Nihonjin da gaveta e o inscreveu no 1.º Prêmio Benvirá. Era seu primeiro original. O júri, composto por José Luiz Goldfarb, Nelson de Oliveira e Ana Maria Martins, escolheu a obra por unanimidade e, como prêmio, o professor ganhou R$ 30 mil. O livro, sobre a imigração japonesa, foi editado pela Benvirá, da Saraiva, em 2011. Ontem, Nihonjin desbancou obras como Infâmia, de Ana Maria Machado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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