Obras do PAC são interrompidas por tiroteio no Rio

Suposto chefe do tráfico no Morro do Cantagalo é preso; ele teria se apresentado como vigia das obras do PAC

Solange Spigliatti e Agência Estado, estadao.com.br

28 de abril de 2008 | 11h26

As obras de infra-estrutura do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) no Morro do Cantagalo e no Pavão-Pavãozinho, localizados entre Copacabana e Ipanema, na zona sul do Rio, foram paralisadas nesta segunda-feira, 28, por conta de um tiroteio durante uma operação das polícias civil e militar. Na operação, foi preso suspeito de chefiar o tráfico no Morro do Cantagalo.  Conhecido como Pit Bull, a polícia o identificou como Adalto do Nascimento Gonçalves, que seria vigia das obras do PAC no Pavão-Pavãozinho. De acordo com a Secretaria de Obras, Adalto teria dado o nome de Leonardo Monteiro Reis ao ser preso. Uma investigação está sendo feita para confirmar se ele é mesmo funcionário.  As aulas na escola que atende os operários das obras do PAC também foram suspensas, segundo informou a Secretaria. Os trabalhos do projeto federal nas favelas começaram em novembro do ano passado no local. Ainda segundo a secretaria, as obras de drenagem, pavimentação de ruas e instalação de tubulação de água e esgoto devem recomeçar na terça-feira, 29.  A operação foi iniciada por policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio, com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da delegacia do Leblon (14º DP) e policiais militares do 23º Batalhão (Leblon). A quadrilha que domina a favela integra o Comando Vermelho, mesma facção criminosa do Complexo do Alemão, na zona norte.  O complexo de favelas da zona sul é um dos quatro que estão recebendo obras de urbanização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Há informações ainda não confirmadas de que o chefe do tráfico teria tentado se passar por um funcionário das obras, que foram iniciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à favela no final do ano passado. O governo do Estado do Rio recrutou moradores da própria comunidade para as obras.  A operação foi desencadeada no início da manhã, quando carros de polícia tomaram as ruas Teixeira de Melo e Barão da Torre, em Ipanema. Helicópteros da PM foram empregados para transportar agentes até o topo da favela. Os aparelhos pousaram em lajes para o desembarque dos policiais. Houve troca de tiros, mas até agora não há informações sobre feridos. A Secretaria de Segurança do Rio informou que haverá um balanço da operação no final da tarde.

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