ONGs denunciam ações violentas e detenções ilegais

As eleições hondurenhas ocorrem hoje em meio a denúncias de organizações de defesa dos direitos humanos. A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou sua preocupação pelos "atentados à liberdade de imprensa registrados em Honduras nos últimos dias".

RUTH COSTAS, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

A relatoria mencionou as interrupções no sinal de transmissão do Canal 36 e a explosão de uma bomba caseira diante do Canal 10, ambos zelaystas. De acordo com a Anistia Internacional, o governo de facto conta com mais de 10 mil bombas de gás lacrimogêneo e outros equipamentos de controle de massas, o que faz o grupo temer o "uso excessivo e desproporcional da força no dia da votação, como ocorreu durante os protestos de junho e setembro.

A organização, juntamente com a Human Rights Watch e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, reportou diversos casos de detenções ilegais e ações violentas ocorridas no país durante as últimas semanas.

O governo de facto reforçou a segurança em Tegucigalpa. Hoje, 30 mil homens acompanharão a votação. Desde o início da crise, 30 explosivos foram detonados em prédios públicos, em atentados atribuídos a zelaystas. O presidente deposto nega as acusações.

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