Padilha diz acreditar na responsabilidade de entidades

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje contar com o bom senso das entidades que representam os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a paralisação prevista para ocorrer amanhã em 21 Estados. "Não acredito em paralisação de serviços de urgência e emergência, acredito na responsabilidade das entidades médicas. Torcemos por isso", disse o ministro, após palestra para os empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) durante almoço em São Paulo.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

24 de outubro de 2011 | 16h04

O ministro minimizou a mobilização que pretende paralisar o atendimento aos pacientes na maior parte dos Estados. De acordo com Padilha, trata-se apenas do dia nacional de luta da categoria. "Os médicos têm seus dias nacionais de luta, é uma ação tradicional. O Ministério da Saúde, quando souber quais são as propostas, vai ter uma opinião sobre isso", disse.

Organizado por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o protesto é contra as condições de trabalho dos profissionais e a baixa remuneração. Segundo os organizadores, deve mobilizar 100 mil profissionais.

Questionado sobre o lixo hospitalar importado dos Estados Unidos, Padilha afirmou que o trabalho de investigação está sendo realizado pela Polícia Federal brasileira em colaboração com a polícia federal norte-americana (FBI). "Todas as medidas já foram tomadas", ressaltou Padilha. Durante a palestra, Padilha acrescentou que as investigações já levaram à prisão de algumas pessoas e que o País não vai tolerar esse tipo de comércio. "Vamos bloquear (a importação de lixo) porque o Brasil não vai permitir que lixo hospitalar entre no País".

Padilha lembrou que é preciso distinguir nas denúncias o que é lixo hospitalar e o que é doação de hospitais e que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está alertando as vigilâncias sanitárias regionais a fazerem esta distinção. "Uma coisa é lençol usado e lixo hospitalar, outra coisa é a prática dos hospitais de comercializar até doações. Não é todo lençol comercializado que é lixo hospitalar", disse.

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