Palocci deve ficar mais 1 ano no conselho da Petrobras

O ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci deverá permanecer como membro do conselho de administração da Petrobras até o ano que vem, apesar de ter deixado o governo.

REUTERS

08 Junho 2011 | 15h43

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta quarta-feira que o mandato de Palocci, que entrou no conselho em abril último, tem duração de um ano e só poderia ser interrompido, eventualmente, se o assunto fosse incluído em uma Assembleia Geral Ordinária.

Pelo estatuto da Petrobras, esse tipo de assembleia é realizado anualmente, e a última da Petrobras ocorreu em 28 de abril.

"A Procuradoria arquivou as denúncias e ele renunciou para não prejudicar o governo. Se ele decidir ficar ou não é com ele", afirmou Gabrielli a jornalistas após apresentação que fez a fornecedores na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo Gabrielli, o ex-ministro é uma pessoa "de alta competência" e a sua presença no conselho de administração da estatal não afeta o dia-a-dia e o desempenho da companhia. Ele afirmou que os assentos da Petrobras são destinados a pessoas físicas e não a cargos do governo.

Antonio Palocci pediu demissão do cargo de ministro-chefe da Casa na terça-feira, em meio a denúncias de suposto enriquecimento ilícito e tráfico de influência enquanto era deputado federal por São Paulo.

Palocci foi eleito para o conselho da Petrobras em abril, como representante do acionistas controlador, em substituição ao ex-ministro de Minas e Energia Silas Rodeau, que também deixou o governo por suspeita de integrar um esquema de fraude de licitações, em 2007.

(Reportagem de Denise Luna)

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