Pane de 2h afeta toda a operação do metrô no pico

Uma falha pontual em um trem no horário de pico criou um efeito em cascata que prejudicou as quatro principais linhas do metrô de São Paulo na volta para casa nesta quinta-feira. A pane durou duas horas. Passageiros foram impedidos de chegar às plataformas para evitar superlotação e usuários chegaram até a caminhar nos túneis da rede.

BRUNO RIBEIRO, Agência Estado

24 de agosto de 2012 | 10h13

Cerca de 2 milhões de pessoas usam o metrô no pico da tarde. O problema começou por volta das 17h30, segundo a companhia, e só começou a ser resolvido às 19h30, no fim do pico.

A causa da pane foi um trem que estava na Estação da Luz e perdeu a tração. Ele seguia no sentido da Estação Tucuruvi e precisou ser removido. Mas, segundo metroviários ouvidos pela reportagem, houve dificuldade para acionar um dos equipamentos do sistema de reboque na composição defeituosa.

O trem ficou parado por cerca de 30 minutos na Luz e, mesmo após a retirada da composição, ainda segundo metroviários, houve nova dificuldade para removê-la dos trilhos de circulação, já na Estação Tiradentes. Como o metrô funciona em sistema de carrossel, os demais trens não puderam andar enquanto a composição quebrada não fosse removida.

Cerca de 200 mil pessoas circulam somente pela Luz no horário de pico. Para evitar que o acúmulo de gente provocasse acidentes, a companhia teve de reduzir a velocidade nas demais linhas que têm conexão com a 1-Azul. Assim, os intervalos entre os trens cresceram nas Linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela. Nas Estações República e Anhangabaú, até as catracas chegaram a ser fechadas. Outros trens da Linha Azul também ficaram parados durante a remoção da composição defeituosa.

O Metrô não explicou por que houve tanta demora para a retirada do trem quebrado da Luz. Em nota, disse apenas que os usuários estavam sendo orientados pelo serviço de som. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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